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MEC tira gabarito do ar e cancela questão

Redação

06 Dezembro 2009 | 21h14

Erros fizeram o Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) do Ministério da Educação tirar do ar o gabarito oficial do Enem, menos de duas horas depois de liberá-lo para consulta na internet, e cancelar uma questão da prova de Linguagens e suas Tecnologias. Pouco antes da meia-noite, o Inep prometeu divulgar o gabarito correto a partir das 10 horas desta segunda-feira.

Professores do Objetivo corrigem prova na TV Estadão

Leitores do Estadão.edu apontaram vários problemas no gabarito. Um deles ocorreu com a questão 88 do caderno de provas branco, que, no caderno de provas azul, tem o número 90. No primeiro gabarito, a alternativa considerada correta é a E; no outro, a opção certa é a D.
A leitora Tamires Queiróz chamou a atenção para outra questão, de número 161 na prova rosa e 161 na prova azul. No primeiro gabarito, a alternativa correta é a D, e, no segundo, a opção A.
Outro leitor, Gerson Valente, acredita que há erros no gabarito do caderno azul da prova de matemática. Ele mencionou as questões 137, 138, 139 e 140.
Quanto à questão anulada, o Enem reproduziu uma tira de quadrinhos com o escritor argentino Jorge Luis Borges. No primeiro quadrinho, um repórter faz uma pergunta ao Borges da caricatura: “Por que o senhor publicou esse livro? Qual foi a sua maior motivação?” No quadrinho seguinte, o escritor dá a primeira parte da resposta. “Motivação? Meu filho, um escritor publica um livro para parar de escrevê-lo!” No último quadrinho, Borges completa o raciocínio. “Eu não aguentava mais escrever e reescrever e revisar e acrescentar e suprimir e reescrever e consertar palavrinhas e revisar e reescrever…”
O enunciado da questão pedia ao candidato que assinalasse em qual passagem do texto “a norma padrão da língua portuguesa é rigorosamente obedecida”. Segundo o professor de português do cursinho Objetivo Nelson Dutra, a questão admitia duas respostas. A que destaca o “emprego do pronome pessoal oblíquo” na primeira resposta de Borges. E a que menciona o “emprego do pronome possessivo ‘sua'” na pergunta do repórter sobre a motivação do escritor.