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Manifestantes desenham reitor como Napoleão

Redação

10 Junho 2010 | 22h10

Por Luciana Alvarez

A nova “entrada oficial” da reitoria é por uma portinha no fundo do prédio, pela qual o visitante de mais de 1,60 m  só passa se curvando um pouco. Antes dela, um ou dois “porteiros” pedem credenciais aos visitantes. Funcionários, alunos e professores têm entrada liberada a qualquer momento. A imprensa, nem sempre.

Depois da portinha, passa-se por um jardim de inverno e, então, chega-se ao salão onde ficam os retratos dos reitores. Hoje à noite, um sarau caipira entretinha um grupo de cerca de 30 pessoas no local. Com o fim da apresentação, estudantes saíram para uma assembleia, e o comando da greve recolheu-se em uma reunião.
Bom humor – Na falta do quadro de Suely Vilela, a última reitora da USP, os ocupantes improvisaram uma “homenagem”: um desenho tosco de uma figura feminina em meia folha de sulfite, que mais parece um post-it ao lado dos retratos imponentes dos outros reitores. A gestão de Suely ficou marcada pelo confronto entre grevistas e PM dentro do câmpus no ano passado.

O atual reitor, João Grandino Rodas, também ganhou seu retrato pela ótica dos grevistas, uma caricatura com um chapéu de Napoleão Bonaparte. Na placa que marca os anos no cargo, está escrito 2010-2010. “Acho que estão prevendo que esse reitor não vai durar muito tempo”, brinca um funcionário.

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