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Lista tríplice para reitor da USP reflete comunidade universitária, dizem eleitores

Redação

11 Novembro 2009 | 21h13

Por Elida Oliveira

Eleitores que participaram dos três escrutínios para escolha da lista tríplice para reitor da USP ouvidos pelo Estadão.edu declararam ao fim da votação que o resultado reflete o anseio da comunidade universitária.

Glaucius Oliva, João Grandino Rodas e Armando Corbani já eram os três mais votados no primeiro turno. A lista segue para o governador José Serra, que terá a liberdade de referendar o resultado ou escolher um entre os outros dois candidatos.

“O resultado da eleição mantém o que foi decidido no primeiro turno, mais democrático porque tem um colégio eleitoral maior”, disse Renato Janine Ribeiro, filósofo e professor da FFLCH. Para ele, a universidade poderia parar de submeter uma lista tríplice ao governador. “Mas isso tem que ser feito de acordo com o governador, que é eleito democraticamente pelo povo. A mudança teria que ser negociada.”

Para Luiz Roberto Giorgetti de Britto, professor do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB), o perfil de Glaucius Oliva poderá fazer com que a gestão seja mais democrática. “Ele é aberto ao diálogo. É um acadêmico e enxerga a universidade para o futuro. Esse perfil é o que o faz ser admirado.”

Herança
Para o representante do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), Magno de Carvalho, o escolhido pelo governador terá que lidar com a herança deixada pela reitora Suely Vilela, o conflito e a distância entre todas as instâncias universitárias, entre elas funcionários e alunos. “O resultado não tem importância nenhuma porque são todos autoritários. Qualquer um deles não vai mudar em nada”, disse. “Esse colégio é ilegítimo, não reconhecemos nenhum deles. A gente até pode escolher mal, mas deve ter o direito de escolher.”