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Interdisciplinares na Fuvest falam de gripe suína e obesidade

Redação

22 Novembro 2009 | 19h56

Por Elida Oliveira

As questões interdisciplinares, que abrem a prova da primeira fase da Fuvest, trouxeram conteúdos relacionando gripe suína com gripe espanhola; desnutrição infantil; e índice de massa corpórea relacionando à obesidade. Nos conteúdos contextualizados, inversão térmica esteve presente na prova de geografia.

Para Leandro Carabet, que posta todas as terças-feiras no Blog do Vestibulando do Estadão.edu, as questões interdisciplinares não confrontavam muito as disciplinas. “Na questão de gripe suína, eles colocaram alternativas em verdadeiro ou falso para analisarmos. Cada alternativa era sobre um conteúdo, envolvendo biologia, história e matemática. Parecia mais um pretexto para cobrar diversos conteúdos em uma mesma questão.”

Na saída do câmpus Pinheiros da Unip, onde 1441 pessoas fizeram a prova da Fuvest, Fábio Oliveira, 17 anos, achou a parte de Humanas fácil, mas Exatas, não. “Estava complicada, muito conteudista, com teorias e cálculos aprofundados.” Rodrigo Alvarez, 17 anos, candidato ao curso de Administração, apontou questões de física como as mais complicadas. “Tinha uma questão sobre frequência e outra com notação científica. A prova estava direta, mas era preciso dominar bem o conteúdo para resolver. Teve contas que eu nem fiz.”

Tomas Carvalho, 18 anos, candidato a uma vaga em Gestão Ambiental, achou que algumas questões levavam a um raciocínio e era preciso prestar atenção para não se enganar. “Havia um texto de Eric Hobsbawn que falava da Primavera dos Povos e da Comuna de Paris. Pela data (do texto), pensava que seria uma resposta sobre anarquismo ou socialismo, mas a resposta era sobre revolução industrial e princípios burgueses.” Mônica de Carvalho, 17 anos, candidata a uma vaga em Ciências Biológicas, achou que havia algumas “pegadinhas”. “As alternativas estavam parecidas e os textos, longos e complexos. Fui vencida pelo cansaço, mas fiz com tranquilidade, consegui responder tudo.”

Para Luiza Wagner, 18 anos, candidata a Gestão Ambiental, as 90 questões da prova da primeira fase da Fuvest estavam bem distribuídas entre as disciplinas do ensino médio. “Achei mais interdisciplinar do que a do ano passado. Havia a mesma quantidade de questões para todas as matérias, só inglês teve poucos testes.”

Para o estudante de escola pública Guilherme Bessa Bronzatto, 17 anos, que busca uma vaga em Ciências Biológicas, a Fuvest cobrou conteúdos que não foram ensinados para ele no ensino médio. “Tinha umas reações em química que eu nunca vi na vida. Tendo como base o que a escola pública ensina, a educação é deplorável.”

Os traineiros saíram da prova confiantes, apesar de sentirem a dificuldade. Para Fernando Vernieri, 17 anos, exatas foi o pior. “Matemática e física estavam difíceis. Ano que vem, estudando, dá para passar.”