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Intercâmbio de conhecimento

Redação

10 Julho 2012 | 19h24

Depois de uma semana conhecendo mais sobre as 10 trilhas acadêmicas da Singularity University, no nosso primeiro sábado, a missão é aprender entre nós: os estudantes.

Todos os participantes podem propor uma apresentação, demonstrar um projeto e fazer parte das discussões. Os painéis acontecem simultaneamente em diferentes partes do local do evento de acordo com a programação, que não é fechada. Essa conversação horizontal é uma tática para que nós possamos nos conhecer melhor, saber quais são os tópicos que nos emocionam e as nossas expertises e habilidades. Perfeito para fechar a primeira das 10 semanas que estaremos aqui na SU.

A minha apresentação foi sobre métricas e planos de ação para colocar em prática o ciclo “construir – medir – aprender”, parte do movimento Lean Startup liderado por Eric Ries, Chairman da trilha de Empreendedorismo na Singularity University. Além da minha, participei de várias outras sessões sendo algumas delas sobre educação, campo em que desenvolvi meu projeto para o Call to Innovation da FIAP, e outras sobre tópicos totalmente novos para mim: ‘Como plantar 1 milhão de árvores’ ou ‘Introdução a Valsa’, por exemplo.

Duas sessões foram muito interessantes: Cosmo Harrigan (EUA), sobre um mundo sem fronteiras e Sergio Del Rio (México) sobre “Por que eu terminei com a minha namorada”. Inusitado, não?

Cosmo Harrigan falou sobre a oportunidade e a responsabilidade de construir uma sociedade global baseada em compaixão universal e como a internet conecta e amplifica esse tipo de diálogo. Sérgio Del Rio usou uma história pessoal, o fim do seu namoro para refletir sobre como o macro e o micro estão relacionados: ele terminou o relacionamento quando sua namorada precisou mudar de país por conta de ameaças de grupos ligados a guerra do narcotráfico no México. O seu ponto é: Alguém que usa drogas nos Estados Unidos financia o narcotráfico no México, que dá poder a estes grupos, ameaçando assim famílias que não têm nada a ver com o resto da história (eles cobram por ‘proteção’ nas áreas sob domínio).

Como não é possível participar de todas as sessões por estarem acontecendo paralelamente, no fim do dia é realizada uma votação que elege as quatro melhores a serem apresentadas no palco principal.

Nessa primeira experiência as questões políticas e éticas surgiram na mesma proporção que questões tecnológicas e científicas. Mais impressionante do que toda a inovação e tecnologia a que fomos apresentados nos últimos sete dias é a variedade e a profundidade de conhecimento que existe entre os estudantes do Graduate Studies Program (GSP). Logo mais compartilho outras novidades sobre elas. Até logo!

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