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Grevistas da USP já cogitam “fora Rodas”

Paulo Saldaña

05 de maio de 2010 | 19h36

Em menos de 6 meses de mandato, o reitor da USP, João Grandino Rodas, enfrenta a partir de hoje sua primeira greve. Antes mesmo do início da paralisação, já ameaçou o corte de ponto dos grevistas e divulgou liminar judicial que pune em R$ 1 mil casos de piquete.

Em resposta, além de marcar o bloqueio de duas faculdades (ECA e Direito), servidores ligados ao Sintusp já cogitaram iniciar um movimento “Fora Rodas”. A ideia chegou a ser votada na assembleia de hoje, mas foi considerada prematura pela maioria dos presentes.

A ex-reitora Suely Vilela teve o seu “Fora Suely”, mas, segundo sindicalistas, esse fora um processo que “amadureceu durante a gestão”. De acordo com o diretor do Sintusp, Magno de Carvalho, não seria bom “banalizar” um movimento como esse. A gestão de Suely foi marcada por duas invasões à reitoria por parte de alunos e funcionários, em 2007 e 2009 – na última, a reitora chamou a Polícia Militar para intervir e houve confronto.

No fim do ano passado, o novo reitor foi escolhido pelo governador José Serra (PSDB), mesmo sendo o segundo colocado na lista tríplice produzida a partir de votação com parte dos profissionais da universidade. Ex-diretor da Faculdade de Direito, ficou conhecido por ter fechado a unidade sem aviso prévio alegando que grevistas promoveriam uma invasão.

Antes mesmo de assumir a reitoria, Rodas já havia afirmado condenado bloqueios. “Greve é arma legítima, piquete é ilegal”, disse ao Estadão, em junho de 2009.

O Estadão.edu solicitou entrevista com o reitor, mas não foi atendido.

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