Greve dos funcionários da USP ganha fôlego, mas mobilização ainda é dispersa
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Greve dos funcionários da USP ganha fôlego, mas mobilização ainda é dispersa

Redação

25 de maio de 2010 | 16h59

Por Carlos Lordelo

A greve dos servidores da Universidade de São Paulo (USP), iniciada há 21 dias, ganhou novo fôlego com a adesão dos funcionários da reitoria. O número de participantes no ato desta manhã era visivelmente maior do que o observado até mesmo no dia 29 de abril, quando a paralisação foi aprovada em assembleia do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp).

Mas quantidade não necessariamente significa uma mobilização mais engajada. No protesto realizado ao redor do prédio da reitoria – os acessos do edifício foram fechados, e assim permanecerão por tempo indeterminado – manifestantes soltaram bombas de São João, improvisaram mesas para jogar cartas e dominó e até fizeram piqueniques.

 

Funcionários em frente à reitoria da USP / Foto: Filipe Araújo/AE

Funcionários em frente à reitoria da USP / Foto: Filipe Araújo/AE

 

Convocado para as 6h30, o ato reuniu funcionários e estudantes que apoiam o movimento. O tempo passou, a fome bateu e o comando de greve distribuiu pão e cafezinho. Tudo servido em frente ao prédio da administração central, onde foram pregados cartazes acusando o reitor João Grandino Rodas de ser “mercenário” do ex-governador de São Paulo e candidato à presidência pelo PSDB, José Serra.

No início da greve, Rodas disse em entrevista à Rádio Bandeirantes que a instituição estava sendo vigiada por “mercenários” contratados pelo Sintusp para impedir o acesso a diversos setores da universidade.

Segundo o diretor de base do sindicato, Magno de Carvalho, a reitoria é o sétimo edifício da USP fechado pelos grevistas. “Só mantemos prédios fechados em unidades onde historicamente há pressão forte sobre os trabalhadores”, justificou.

No dia 4 de maio, véspera do início da paralisação, a reitoria da USP divulgou que conseguiu liminar para que os funcionários grevistas sejam multados em R$ 1 mil por dia, caso fossem montados piquetes prejudicando o acesso aos prédios da instituição. “Se nós tivermos de pagar tudo que está na liminar, vai ficar complicado. Teremos de entregar a chave do sindicato à reitoria”, disse o diretor sindical.

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