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Funcionários da reitoria da USP aprovam fechamento do prédio e radicalizam greve

Redação

25 de maio de 2010 | 15h07

Por Carlos Lordelo

 

A assembleia que definiu a adesão dos funcionários da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) à greve dos servidores foi o ponto alto da manifestação realizada na manhã desta terça-feira, 25, na Cidade Universitária.

O ato estava marcado para começar às 6h30. Grevistas e estudantes que apoiam o movimento se concentraram nas imediações do prédio da administração central, com o objetivo de impedir o acesso de quem quisesse trabalhar.

Em vão. Por volta de 7h45, cerca de 25 manifestantes correram em direção a uma entrada lateral do edifício da reitoria, porque um grupo de funcionários conseguiu entrar no prédio – os grevistas não sabem quantos. “Foram mais de 20”, dizia um. “Tudo bem que eles entraram. Quero ver saírem”, exclamava outro.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), a manifestação foi realizada a pedido dos próprios funcionários da reitoria, feito na quinta-feira passada. Além de aprovarem a greve no ato desta manhã, os servidores deliberaram pelo fechamento da “casa do reitor” – expressão usada pelo diretor do sindicato Magno de Carvalho. Por tempo indeterminado.

A votação ocorreu em frente ao Museu de Arte Contemporânea (MAC), e a maioria dos técnico-administrativos se declarou a favor das medidas. “É uma vitória do nosso movimento”, afirma Élcio Ricardo da Silva, de 27 anos, que deixou claro: “Não sou sindicalizado, mas lutar contra a quebra da isonomia evita o fim do funcionalismo público.”

Outros servidores, que preferiram não se identificar, também apoiam a paralisação das atividades. “A reitoria é o coração da USP”, afirmou uma funcionária. Um colega dela concordou: “A universidade só para na hora em que se fecha o prédio da reitoria”.

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