Foivest!
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Foivest!

Redação

23 Novembro 2009 | 07h28

“Desde o instante em que saí do prédio onde prestei a prova da Fuvest até agora, já ouvi, pelo menos umas 30 vezes, a pergunta que não quer calar: “E aí, Leandro, como você foi na Fuvest?”…

Pois é, como já tive de responder milhões de vezes a tão esperada pergunta, decidi criar uma expressão nova para substituí-la e simplificá-la: “E aí, como você ‘foivest’?” e o trabalho que nós vestibulandos teríamos seria o de simplesmente responder – “fuibemvest” ou “me ferreivest”. Simples e inovador, não é? Poderíamos até incorporar esse neologismo no Novo Acordo Ortográfico.

Brincadeiras à parte, o que você internauta deve estar aguardando ao ler esse texto é a opinião que nós alunos tivemos da tão aguardada prova. Então, vamos lá!

A prova da Fuvest merece todos os elogios, pois diferentemente do Novo Enem, abrangeu e valorizou o conteúdo e o conhecimento que desenvolvemos no ensino médio. As questões contemplaram os assuntos de maneira inteligente e contextualizada, sem necessitar de textos quilométricos para introduzi-las. Além disso, a prova se manteve segura, não houve fraudes – e olha que a Fuvest nem precisou da retaguarda da Marinha, Aeronáutica, Exército, PM, CIA, KGB etc…

Como não poderia faltar, os fiéis amigos e companheiros que conferem um toque de humor às questões – Mafalda e Calvin – estiveram presentes no domingo. Ambos em questões muito criativas relacionadas à geografia…

Por outro lado, houve na prova também aqueles personagens chatos e paranóicos que teimam em aparecer nos exercícios de Exatas, com problemas que não mudam nada na nossa vida. Como a tal da “Maria Supersticiosa” que queria saber de quantos modos poderia fazer a sua senha do banco sem que aparecesse o número “13”. Tudo para dar um jeito de nos obrigar a fazer a bendita análise combinatória – para mim, seria mais fácil mandá-la a um psicólogo. Outra coisa: quem não sentiu vontade de mandar o químico que escreveu aquela frase semanticamente errada no rótulo do agrotóxico voltar para escola e não encher nossa paciência naquela questão interdisciplinar dificílima?

Além disso, me espantei, pois a Fuvest não tinha exigido na lista de livros nenhuma obra chamada “Capitães DE areia”, que eu saiba, ela solicitara “Capitães DA areia”, pois é, mas nas três questões em que o livro foi citado, o nome da obra veio grafado errado! Jorge Amado deve ter virado no caixão…

Enfim, a prova da Fuvest foi singular e única, como sempre. E se você, caro vestibulando, estiver pensando que se “ferrouvest”, pois comparou a sua nota com a nota de corte do ano passado, não se preocupe! Lembre-se, esse ano ninguém receberá a “milagrosa ajuda” do Enem, então fique firme!

Agradeço, de coração, a torcida de todos! Hoje posso dizer que estou tranquilo e “fuibemvest”!