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Filme de estudantes sobre termodinâmica ganha festival de curtas

Redação

25 Agosto 2011 | 19h45

* Por Marcelle Souza, especial para o Estadão.edu

Quem assiste ao vídeo A Segunda Lei da Termodinâmica, um dos vencedores do 3º Festival Claro Curtas, imagina que os três alunos do ensino médio do Colégio Domus Sapientiae sejam apaixonados por física. “Não. Nenhum dos três é bom na matéria”, responde Ana Clara Schuller, de 17 anos, que produziu o curta ao lado do irmão Francisco Schuller, de 15,  e do amigo Daniel Varlese, de 17.

O grupo, que na verdade adora produção de audiovisual, venceu o concurso que incentiva estudantes do ensino médio e universitários a enviarem curtas de até 90 segundos feitos a partir de câmeras ou de celulares.

Guiados pelo tema O Tempo do Agora, eles criaram o vídeo que conta a história de dois homens: o físico alemão Rudolf Julius Clausius e o jovem Francisco Pereira dos Santos. O personagem e o estudioso vivem em épocas diferentes, mas sentem a mesma necessidade de descobrir uma lei que explique porque o leite quente acaba esfriando depois de algum tempo.

Para os três, a aposta deu certo e vencer o concurso foi um incentivo para que continuem se dedicando à área. “Queremos estudar Cinema ou Audiovisual”, afirma Ana Clara, que está no 3º ano do ensino médio.

Eles foram escolhidos pela comissão julgadora e dividiram o primeiro lugar da categoria com outros seis alunos do Colégio Estadual Getúlio Vargas, de Pedro Osório (RS), que produziram o vídeo A cor do tempo, o mais votado pelo júri popular. No caso deles, a ideia do curta veio do apoio de uma professora da escola. “Acho que o vídeo foi votado porque mexe com o emocional das pessoas”, afirma um dos participantes, Augusto Gowert Tavares, de 16.

Na categoria Universitários, Julho, de João Luis Michalzechen, 23, estudante de Cinema da Faculdade de Artes do Paraná, foi escolhido pela comissão julgadora, enquanto Desconectos, dos alunos da Universidade Católica De Brasília, ganhou mais votos pelo júri popular.

Em Julho, Michalzechen mostra o inverno curitibano como “estado permanente da alma”. “É como se na cidade todos os meses fossem julho”, diz o universitário. Já Desconectos questiona se a tecnologia diminui ou aumenta a distância entre as pessoas. “Queríamos falar sobre como tudo fica mais fácil online, enquanto ao vivo as coisas acabam bem diferentes”, afirma Felipe Todeschini, de 20.

O Festival Claro Curtas ainda premiou quatros trabalhos nas categorias Livre e ONGs, Cineclubes e Pontos de Cultura. Os vencedores ganharam barras de ouro, cursos e equipamentos de gravação e edição. Foram 1.750 inscritos de 25 Estados diferentes.

Assista neste link os vídeos vencedores.

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