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Faces do Enem

Redação Estadão.edu

02 Novembro 2012 | 22h47

O VETERANO
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Pela vaga em Medicina, Enem nº 4
Desde que o Enem virou vestibular, em 2009, Lucas dos Santos Gandolfi, de 21 anos, compareceu a todas as edições. “Mais um ano e eu viro bacharel em Enem”, brinca ele. “Mas é por uma boa causa.” O estudante luta por uma vaga de Medicina, uma das carreiras mais concorridas. Uma bolsa do ProUni também seria uma saída. Com experiência de três edições, Gandolfi sabe que é preciso se preparar para a maratona do exame. “O grande problema é o tempo de prova, por isso fiz 25 simulados”, diz o aluno do Cursinho da Poli. Ele também vivenciou a repetição de problemas. “Tomara que este ano tenha um exame sem problemas.” / PAULO SALDAÑA

O CALOURO
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Ansiedade é a maior barreira na estreia
Resolver a equação ansiedade/confiança é o primeiro desafio para o vestibulando Gabriel Fonseca de Castro, de 18 anos. Concluinte do ensino médio na Escola Estadual Manuel Ciridião Buarque, em São Paulo, Castro aposta nas horas acumuladas de estudo deste ano para continuar confiante, mesmo com a pressão de fazer seu primeiro Enem. “Eu ia da escola direto para o cursinho e ficava até as 22h ou 23h. Estou tenso, mas acredito na minha capacidade”, diz ele, que fez cursinho no contraturno para concorrer a uma vaga em Relações Internacionais – de preferência na Unifesp. “Se passar fora de São Paulo, só vou se conseguir auxílio estudantil.” Castro faz parte do 1,5 milhão de concluintes inscritos no exame. / P.S.

O RETORNO
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A maior prova após 13 anos fora da escola
O assistente de fotografia Luciano Rodrigues de Lima, de 38 anos, voltou a estudar no ano passado, após 13 anos longe da escola. E foi o segundo retorno. Ele só terminou o ensino fundamental aos 24 anos e, agora, finaliza o médio. “Pretendo fazer Serviço Social. É difícil alcançar o pessoal de cursinho, mas quero uma boa pontuação no Enem e tentar uma bolsa do ProUni na PUC”, diz ele. Aluno da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Santa Cruz, em São Paulo, Lima conta que a necessidade de trabalhar sempre o deixou longe da escola. “Parei ao 15 anos para trabalhar, depois que meu pai morreu. Agora estou estudando também para incentivar meus filhos a correr atrás”. O Enem teve 473 mil inscrições de alunos de EJA. / P.S.

CRAQUE NA REDAÇÃO
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Segredo é ler, diz o nota mil na redação
Durante o ano em que frequentou as aulas do Cursinho da Poli, o estudante Adbo Carin Murad, de 20 anos, entregou uma única redação aos professores. Ainda assim, conseguiu tirar a nota máxima na dissertação do Enem 2011. O segredo para tamanho sucesso? “Leitura”, diz o jovem, sem hesitar. “Quem lê bastante escreve, fala bem e tem mais facilidade para expressar suas ideias. A leitura traz bagagem cultural”, afirma. Além disso, a cada semana, Murad se reunia com colegas para discutir temas em pauta. Após os debates, reunia argumentos prós e contras em um único texto. Mesmo que não oficialmente, ele fazia redações. Hoje o jovem cursa Ciência e Tecnologia na Universidade Federal do ABC. / CRISTIANE NASCIMENTO

CAMPEÃ DE 2010
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Dona da 5ª maior média sugere foco
Hoje ela estuda Direito na USP. Em 2010, tirou algumas das melhores notas de alunos da capital no Enem. Com média de 876 pontos nas provas daquele ano, Thais Bonassa, de 19 anos, atribui parte de seu notável desempenho ao Colégio Albert Sabin, da zona oeste, onde teve aulas em período integral na 3.ª série do ensino médio. “Fizemos vários exercícios para entender o estilo do Enem”, conta Thais. Nos dias de prova, buscou manter a calma e a concentração. “O exame é muito grande. Tem de ter cuidado para não cair nas pegadinhas”, diz. Ela também obteve nota máxima na redação, fruto de sua dedicação à leitura de jornais e debates em sala de aula. / CARLOS LORDELO

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