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Etapa enfatiza a importância da redação na 1ª fase da Unicamp

Redação

21 Novembro 2010 | 21h09

Na opinião do professor Edmílson Motta, coordenador geral do Etapa, a parte mais relevante da prova da Unicamp foi a redação. “Os testes estavam relativamente simples, já que se tentou reproduzir a antiga primeira fase dissertativa em testes”, diz.

Segundo ele. foi feita uma divisão baseada nos eixos do Enem, sem linguagens e códigos, ou seja, português e inglês. “Houve certo descompasso entre a distribuição das discplinas na prova e a grade do ensino médio. Química, por exemplo, teve muito poucas questões – apenas cinco”.

“Como a prova está fácil, o candidato que busca medicina pode se comprometer com qualquer ‘besteirinha'”, acredita. Ele aponta que o fator eliminatório acaba sendo redação, que é a uma parte delicada já que o tempo tornava possível não concluir os três textos com precisão. “No futuro eles vão constatar os resultados e perceber que o ideal seriam duas redações”, opina.

A correção da prova feita pelo Etapa indica que redação foi o destaque do dia. Para a professora Célia Assoni,  coordenadora de português do curso, “foram três temas muito interessantes, mas bastante complexos. O peso de redação será muito grande na seleção para a segunda fase”, afirma.

“Foi pedido que o candidato se pusesse na figura de alguém. Na primeira, que se colocasse na figura de um jovem, em seguida na pele de um líder estudantil. E como um jornalista que escreve um artigo opinativo”, relata.

Para escrever como cada uma destas figuras ela afirma que o jovem precisa fazer uma leitura de texto e se adequar com muita consciência. “Acredito que as três redações deveriam ter sido feitas em 2h30”.

Motta afirma ainda que foi supresa uma questão de sociologia na prova. “Por termos visto essa matéria hoje devemos aguardar mais na segunda fase”, conclui.