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Estudantes comentam estratégia para o Enem

Redação

23 Outubro 2011 | 18h42

*Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu

SÃO PAULO – Candidatos elogiaram a grande carga de notícias e atualidades no Enem, especialmente sobre o Brasil e temas sobre os quais os jovens se identificam. Jamile Santos, de 23 anos, é veterana: foi seu terceiro Enem. Ela já cursa o 4.º semestre de Direito na São Judas e quer uma bolsa integral do Prouni. Fez primeiro a prova de linguagens, gastou 1h10 na redação e por último atacou a prova de matemática. “Os cálculos eram pesados”, diz Jamile. “Você tinha que exercitar muito a sua matemática. Por outro lado, teve muita questão sobre atualidades, o que permitiu que pessoas que trabalham e não podem se dedicar apenas aos estudos, como eu, pudessem tirar uma boa nota. Além disso, havia muitas questões sobre o Brasil.”

José Augusto Portella, de 18 anos, achou a prova mais difícil do que esperava, porque ontem conferiu o gabarito na internet e contou 65 acertos em 90 questões. Fez a redação primeiro e gastou uma hora e meia. “Hoje, com a internet, a privacidade é um grande problema. Além disso, como as pessoas passam muito tempo conectadas, vivem num mundo de avatares.” No 3.º ano da Fecap, ele tenta uma vaga em Direito na Universidade Federal do Paraná (UFPR) ou na Universidade Federal do ABC (UFABC), mas suas primeiras opções são a Universidade de São Paulo (USP) e o Mackenzie. Fez o Enem pela primeira vez.

Janaína Araújo, de 18 anos, formou-se ano passado no colégio Objetivo e faz o Enem pela segunda vez. Ela tenta uma vaga em Engenharia Química na Universidade Federal de São Carlos (Ufscar). “Achei mais fácil do que no ano passado e mais fácil do que eu esperava.” Ela deixou a redação por último, por achar mais difícil. “Falei do cuidado que as pessoas devem tomar com as informações que publicam e também com as que elas leem na internet.”