Estudantes a favor da PM provocam ocupantes
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Estudantes a favor da PM provocam ocupantes

Redação

01 Novembro 2011 | 18h32

* por Caio do Valle, do Jornal da Tarde


Fotos: Ernesto Rodrigues/AE

SÃO PAULO  – Mais de 100 estudantes se reuniram ao fim da tarde de hoje na Praça do Relógio, na USP, a maioria deles favorável à presença da PM no câmpus. O local é o mesmo do protesto de ontem, contra a PM.

Quatro alunos discursaram sobre um carro de som. Dentre eles, Rodrigo de Souza Neves (Gestão de Políticas Públicas) e Lucas Sorrillo (Engenharia de Materiais) , entrevistados pelo Estadão.edu na última sexta-feira.

O curioso é que o movimento surgiu na internet com alunos da própria FFLCH, principalmente alunos de Letras.

Para a criadora da página, Marina Grilli, de 22 anos, no 2º ano de Letras,  “a questão é que há uma minoria que quer impôr a sua vontade a todo custo na faculdade, sem diálogo”.

Entre as palavras de ordem dos estudantes, uma é “plebiscito já”. Eles mencionaram pesquisas, com números desencontrados, que mostrariam uma maioria favorável à presença da PM, e querem levar a questão a voto na USP.

Eles também lançaram provocações aos manifestantes que ocupam um prédio da universidade – indagando por que eles cobrem o rosto, dizendo que depredação, ocupação e pichação não são o melhor caminho, e afirmando também que “faculdade nao é lugar pra fumar maconha”.

Mais cedo, ao deixar o prédio ocupado, o professor Ruy  Braga, membro da comissão de negociação criada pela Faculdade, disse que foi apenas apresentar o documento com a posição da FFLCH. Segundo ele, a Congregação pode se reunir novamente nesta sexta-feira. Os manifestantes haviam marcado reunião para as 18h de hoje, no vão livre da História.

A Congregação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH)  – órgão máximo de decisão da faculdade, formado por representantes de professores, alunos e funcionários – defendeu a posição dos estudantes que invadiram o prédio administrativo na semana passada e decidiu que vai levar ao Conselho Gestor da USP propostas para revisão do convênio com a PM. Para eles, a polícia “extrapolou”.

Três pessoas na Praça do Relógio vestem camisetas com a foto e o nome de Felipe Ramos de Paiva, estudante morto a tiros este ano dentro do câmpus. As três estudaram com Felipe.

Rebecca Nogueira, 24 anos, estudante de Ciências Atuariais, diz que “dá vergonha de ver esses caras com o rosto encoberto fazendo essa palhaçada. A gente precisa de uma solução de segurança no curto prazo”. Segundo ela, “por bem ou mal”, isso seria a presença da PM.

A Guarda Universitária acompanha o protesto. Desde o começo da tarde, a reportagem viu somente uma viatura da PM.

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