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‘Estamos na base da especulação’, diz aluna da PUC-SP sobre reforma de ‘corredor da Cardoso’

Carolina Stanisci

30 Maio 2011 | 20h04

Por Felipe Mortara, especial para o Estadão.edu

Na semana após a divulgação no site da PUC-SP de que será realizada uma obra no chamado “Corredor da Cardoso”, o clima na Faficla – como é chamada a área que compreende as faculdades de Filosofia, Comunicação, Letras e Artes – é de desinformação. A universidade cujo câmpus principal é em Perdizes, na zona oeste de São Paulo, diz que a obra será boa para todas. Do outro lado estão os alunos, que não sabem para onde irão ao certo, pois sequer foram oficialmente comunicados da decisão.

Julia Matos, de 19, no 2º ano de Jornalismo e tesoureira da Atlética de seu curso, resume o problema: “A gente ficou sabendo da reforma pela mídia e a reitoria não nos dá retorno”. A estudante conta que ultimamente rumores sobre a reforma dos prédios circulam pelo câmpus, mas nada é dado como certo. O mais certo é que os estudantes fiquem no próprio câmpus, espalhados pelos outros prédios da Rua Monte Alegre, espalhados pelos prédios apelidados de “novo” e “velho”.

“Estamos na base de especulações”, diz Julia, que ainda citou que há a possibilidade de os alunos dos cursos irem para câmpus fora de Perdizes – no Ipiranga, por exemplo. “Não gosto da ideia de ir para o Ipiranga. A PUC tem um contrato com todos os alunos de que o câmpus é aqui, em Perdizes. Se isso não acontecer, acho que haverá problemas”, diz Fernanda Landgraf, de 20 anos, no 3º ano de Multimeios. Além de gostar do câmpus da PUC, ela mora a quatro quadras do local.

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Luis Demartini, de 21, cursa o  2º ano de Publicidade e também está receoso. “Não confio no que falam. Não dá para acreditar. A PUC não passou comunicado nenhum. Nem mesmo a Coordenadoria do curso sabe para onde vamos”, diz. Luis ainda especula sobre as reais intenções de abrigar cursos como Letras, Jornalismo e Filosofia. Para ele, a reforma servirá a outros propósitos. “Quando os prédios ficarem prontos, vão querer colocar o povo de Direito e Administração, pois são cursos que movimentam mais dinheiro e têm mais reconhecimento no mercado. Provavelmente, seremos transferidos para os prédios mais antigos.”

O aluno de Publicidade Lucas Mathias, de 20, teme que, com a dispersão dos cursos de Comunicação, a sociabilidade ficará complicada. “Vamos deixar de conhecer muita gente que conheceríamos se tivéssemos esse espaço de convivência.” Já Stella Violla, de 20, no 3º ano de Publicidade, é cética sobre a reforma: “Do jeito que a PUC é, a obra vai terminar em 2020”.

Positiva. Jessica Tauane, de 20, do 3º ano de Multimeios, vai na contramão dos colegas. Acha que a reforma será boa para todos – no futuro. “Se conseguirem nos realocar, vai melhorar muito. Eu adoro esse lugar. Mas é necessário mais espaço. É algo que acontece em São Paulo toda, não só na PUC.”