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Erros na grafia de palavras é criticado por estudantes

Redação

07 Novembro 2010 | 18h17

Depois do clima de desconfiança criado pelas falhas nos cartões de respostas distribuídos no sábado, boa parte dos candidatos que fizeram a prova no Rio ontem mostrou tranquilidade e disse ter encontrado questões “fáceis” no segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

O material distribuído para a prova não tinha problemas de numeração, como na véspera, mas alguns estudantes relataram a existência de erros de digitação e criticaram o tamanho dos enunciados das questões. “Era muito texto para ler e as perguntas eram enormes”, contou

Caroline Machado, de 22 anos. “Também encontrei vários erros de digitação, como a troca do M pelo N em algumas palavras. Eles levaram um ano para fazer essa prova, então tudo deveria estar perfeito.”

O tema da redação – relacionando trabalho, escravidão e dignidade – surpreendeu alguns candidatos, que esperavam um assunto relacionado ao noticiário recente. “Achei o tema um pouco chato. Não esperava que fossem pedir isso”, disse Ana Carolina Aragão Costa, de 18 anos.

Os erros na prova do sábado dominaram as conversas dos candidatos no campus do Maracanã (zona norte) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Os estudantes criticaram a falta de informação dos fiscais e o processo de impressão do exame.

“As provas não foram difíceis, mas achei uma palhaçada entregarem um caderno errado para os candidatos. Quero ver como vai ficar a minha situação quando saírem os resultados”, reclamou Danielle Batista do Carmo, de 18 anos.

(Bruno Boghossian, do Rio, para o Estadão.edu)