Enem= Norminha
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Enem= Norminha

Redação

08 Dezembro 2009 | 07h56

“Talvez o leitor esteja imaginando que, depois da maratona e da loucura das 180 questões do Enem, os meus ‘parafusos’ saíram um pouco do lugar a ponto de eu comparar, no título, o Enem com a personagem mais comentada da última novela das oito…

Mas é essa mesma a minha intenção de hoje! Afinal, ontem todos tivemos vontade de cantar para o Enem a seguinte música: ‘você não vale nada e eu não gosto de você!’… Justamente, porque o Enem perdeu muito do seu valor, já que ele não somará pontos nem na Fuvest e nem na Unicamp, por isso, a grande abstenção.

Além de tudo, o Enem se mostrou, no teor de sua prova do final de semana, um verdadeiro traidor, como a tal personagem ‘Norminha’. O mesmo Enem que o Ministério da Educação dizia que não exigiria grandes conhecimentos e avaliaria essencialmente a capacidade de leitura, apresentou-se como um exame extremamente complexo, extenso e exigente.

Mandaram-nos esquecer as fórmulas de física e matemática afirmando que tudo seria dado no enunciado – mal para quem acreditou no Enem, pois confiar no Enem é como querer confiar na ‘Norminha’ – nenhuma fórmula veio dada, questões exigiam que o candidato conhecesse a fórmula da aceleração centrípeta, da dilatação volumétrica dos líquidos e que o aluno soubesse fazer o deslocamento do equilíbrio químico pelo ‘Princípio de Le Chetelier’ – Nada elementar, não é mesmo?!

Outra mentira do Enem foi a de que ele facilitaria o ingresso nas faculdades, afinal, como a mídia propagara intensamente, ‘O Enem substituiria para sempre o vestibular’. Não foi isso que aconteceu, pois o gigante número de textos e associações exigidos pela prova fizeram muitos professores considerarem-na muito mais difícil do que as antigas provas das federais e até mesmo do que a 1ª fase da Fuvest! Além disso, a ‘decoreba’ esteve sim presente na prova, nas questões de genética e foi cobrado também períodos literários! E mais, o vocabulário não era simples a ponto de permitir que a prova fosse suficientemente inteligível aos diversos alunos do Brasil, não houve inclusão social na prova do Enem!

Diante disso, é evidente que o Inep e o Enem são ineptos e nem são capazes de realizar uma prova de âmbito nacional. Se eles não conseguiram nem divulgar o gabarito com as simples letrinhas das alternativas no lugar correto, quem espera que eles serão capazes de executar o TRI de maneira certa e ética?

Enfim, o Enem é verdadeiramente igual à Norminha: um traidor dos estudantes, que nos oferece não um ‘leitinho com sonífero’, mas uma prova de 180 questões que são um verdadeiro sonífero aliado a um desgaste mais físico do que intelectual…”