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Em enquete, 51% criticam adiamento das eleições para DCE da USP

Redação Estadão.edu

18 Novembro 2011 | 20h45

* Matéria atualizada à 0h20 do dia 19/11 para incluir dados da nova parcial

O adiamento das eleições para o DCE da USP, aprovado em assembleia estudantil na noite de quinta-feira, dividiu opiniões em enquete do Estadão.edu. Das 688 pessoas que votaram na pesquisa até as 23h55 desta sexta-feira, 18, 352 consideraram a decisão errada, porque o período eleitoral estava agendado desde antes da paralisação dos alunos da universidade – que começou no último dia 8.

Outras 336 afirmaram ser a favor da suspensão da consulta sobre o DCE porque a greve atrapalharia o processo de escolha dos novos diretores da entidade. Na primeira parcial, às 20h, a maioria aprovava o cancelamento das eleições, previstas para ocorrer entre os dias 22 e 24 deste mês.

A enquete foi publicada ontem à noite no Facebook e recebeu votos de alunos da universidade e de pessoas que “curtem” a página do Estadão.edu na rede social.

Veja a parcial das 23h55:

USP_Enquete_DCE_Reproducao_600_2.jpg

Veja a parcial das 20h:

USP_Enquete_DCE_Reproducao_600.jpg

A pergunta do Estadão.edu no Facebook também motivou 48 comentários até as 23h55. A usuária Anna Cristina Figueiredo, por exemplo, considerou o adiamento uma medida “corretíssima”. “A eleição agora dividiria os estudantes e tiraria o foco da causa, que é prioritária.” Anna se identifica na rede social como mestre em História pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.

José Oswaldo Neto, por outro lado, achou a decisão errada. Seu perfil na rede social diz que ele estuda na Escola Politécnica (Poli). Ele aproveitou o espaço de comentários para publicar um texto da chapa Reação, que concorre ao DCE. “Nós repudiamos esse ato encomendado por aqueles que, temendo uma derrota nas urnas, cancelaram o pleito”, diz a nota.

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Greve

O adiamento das eleições do DCE para o próximo ano foi aprovado em assembleia de estudantes no prédio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), na Cidade Universitária, zona oeste da capital. A nova consulta ainda não tem data para ocorrer.

Pelo estatuto do DCE, não compete à assembleia geral universitária deliberar sobre as eleições da diretoria da entidade. Tais discussões devem ser feitas no âmbito do Conselho de Centros Acadêmicos.

Integrantes da chapa Reação (tidos como “de direita”) protestaram contra a decisão. “Foi um golpe da chapa do PSOL, que sabia que não conseguiria se reeleger”, afirmou Rodrigo Souza Neves, aluno de Gestão de Políticas Públicas na USP Leste e secretário-geral da Reação.

Segundo o diretor do DCE Thiago Aguiar, a suspensão das eleições foi desejo da “ampla maioria” dos alunos presentes à reunião. “A USP vive uma situação de greve. Não há um clima de normalidade para se fazer as eleições”, disse Thiago, do último ano de Ciências Sociais na FFLCH. Para o estudante, as unidades que aderiram à paralisação seriam as mais prejudicadas caso o calendário de votações fosse mantido.

Thiago ressaltou que, das cinco chapas que concorrem à diretoria do DCE, apenas a Reação posicionou-se contra o adiamento.

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