E você, foi cortado?!
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E você, foi cortado?!

Redação

15 Dezembro 2009 | 07h05

“A novidade desses últimos dias foi a divulgação da tão aguardada e temida nota de corte para os cursos da Fuvest. Muitos viram suas expectativas se frustrarem, por terem sido cortados para baixo da nota; já outros sentiram que agora uma vaga na USP parece mais perto do que nunca – uma vez que estão acima da ‘zona do rebaixamento’!

Neste ano, graças a Deus, a Fuvest não me cortou para baixo: estou na 2ª fase para Jornalismo. Como já experimentei a terrível sensação da zona do rebaixamento no ano passado, gostaria de aproveitar o texto de hoje para transmitir uma mensagem de ânimo a quem está se sentindo duramente cortado.

Sei que no momento é difícil encarar as pessoas de cabeça erguida, porque, para muita gente, passar seria mais do que a obrigação de alguém que não trabalha e só estuda. Mas não fique constrangido por isso! Saiba que só a atitude de se dedicar o ano inteiro para concorrer a uma vaga no vestibular mais disputado do País já representa uma postura amadurecida e nem um pouco acomodada. É uma característica de quem ainda acredita ser necessário correr atrás de uma formação numa universidade de qualidade – que é bem diferente das ‘uni-du-nitês’ por aí, nas quais os alunos vão para desfilar de micro-vestido ou exibir o carrão novo…

Outra coisa que atrapalha é que, neste momento, aparece muita gente com aquele discurso que já virou um clichê: ‘Ah! Você não passou? Que pena, talvez a USP não seja seu caminho, a vida é cheia de surpresas, talvez você passe em qualquer outra.’

Essas pessoas não têm noção do processo abrangente, desgastante, sofrido, concorrido e estressante que é o vestibular. Nem como a USP é um sonho para muita gente! Você não precisa de conselhos desse tipo! Se você verdadeiramente quer USP, não precisa ficar parado esperando as surpresas da vida. Corra atrás no ano seguinte, a porta da USP continuará no seu caminho, basta tentar abri-la de outras maneiras.

Enfim, não pense que você ‘morreu na praia’ (até porque lá você teria sol, mar, sorvete e sossego… exatamente o contrário da sua realidade). O que você escolheu foi dar o sangue aqui mesmo na cidade, aguentar diariamente o trânsito, o metrô, uma maratona de aulas, fast-foods e marmitas como almoço. Quem morreu nessa praia foi quem boiou o ano inteiro.”