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‘É natural Caltech ser a melhor do mundo’, diz físico brasileiro

Redação

24 Outubro 2011 | 20h09

* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu


Foto: Academia Brasileira de Ciências

Se este ano foi a primeira vez em que o Instituto Tecnológico da Califórnia foi considerado a melhor universidade do mundo pela Times Higher Education, há brasileiros que escolheram estudar lá bem antes. O físico Daniel Felinto Pires Barbosa, de 36 anos, fez em Caltech seu pós-doutorado em Óptica Quântica, entre 2004 e 2006. “Achei natural ficarem em primeiro lugar”, disse o professor da UFPE, rindo. “Eles sempre aparecem entre as melhores; em tecnologia dá sempre eles e o MIT.” Além do primeiro lugar no ranking geral, o Caltech ficou em 2º no critério Ensino, 4º em Pesquisa e 3º em Citações.

“É uma instituição equilibrada, muito bem ajustada e pequena, centrada na pesquisa”, resume Barbosa. “Lá a rotina é muito diferente da no Brasil. A pesquisa é muito mais ágil.” O pós-doutorado dele funcionava como uma espécie de emprego. “Você é contratado e vive com as bolsas”, explica. Barbosa diz que em Caltech o pesquisador tem todas as condições para trabalhar, embora reconheça que “enquanto quem é professor investe muito tempo dando aula, o aluno de pós-doc, como eu fui, tem muita liberdade. Foi quase um outro doutorado.”

Para quem quer fazer o pós-doutorado em universidade de ponta, Barbosa recomenda investir em contatos, especialmente os que possam escrever boas cartas de recomendação. “E se você puder ir sem precisar de bolsa, é mais tranquilo”, recomenda.