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Dona de casa chega em cima da hora, mas sem inscrição

Redação

22 Novembro 2009 | 13h26

No prédio da FEA-USP 847 pessoas estão inscritas para prestar o vestibular da Fuvest. Os portões fecharam às 13h01. A dona de casa Marcia Cristina de Lima, de 40 anos, foi a última a entrar no edifício antes de os portões fecharem.

Marcia Cristina, porém, não conseguirá fazer a prova nem poderá sair do prédio da FEA. Terá que ficar lá até as 16 horas (quem entra no prédio é obrigado a ficar por lá). A dona de casa cometeu um engano: meses atrás, quando fez o pedido para isenção da taxa da Fuvest, considerou que já estava inscrita no vestibular.

Moradora de Guaianases, no extremo da zona leste da cidade, Marcia Cristina conta a epopeia pela qual passou para chegar ao local de prova: “Antes de sair de casa, tive que passar roupa e arrumar o almoço das crianças. Depois, peguei três ônibus e um trem para chegar aqui”.

Como prestaria vestibular para Administração de Empresas, achou natural se dirigir ao prédio da FEA (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade), na USP.

Retardatária, a estudante Sabrina Oliveira Casais, de 17 anos, perdeu seu cartão de inscrição. “Vou tentar no ano que vem de novo”, conta ela, que se atrasou pois teve que ir uma lan house para checar onde deveria fazer o exame. Ela estava prestando vestibular para Medicina.

Tarsila Viana, de 19 anos, contou ao Estadão.edu que está insegura. Ela entrou no prédio da Fuvest antes do fechamento dos portões. No segundo ano de cursinho, teme as mudanças na prova da Fuvest, que este ano exigirá a capacidade interpretativa dos candidatos. “A gente não está preparado para leitura. Acho que terei dificuldades.”