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Para Cursinho da Poli, Unicamp fugiu do padrão ao cobrar conhecimento específico em parte da prova

Redação

11 de novembro de 2012 | 21h44

* Por Mateus Coutinho, Especial para o Estadão.edu

Para o Cursinho da Poli, a prova de primeira fase do vestibular da Unicamp não apresentou problemas e trouxe algumas questões que surpreenderam por saírem um pouco do padrão da universidade. Segundo o professor e coordenador de Projetos do cursinho,  Joel Pontin, cerca de 15% do exame era de questões que exigiam conhecimento muito específico, o que não é típico nas provas da Unicamp.

Ainda assim, segundo ele, o vestibular deste ano manteve o padrão de contextualizar bem as questões. “Continua sendo aquela prova que não deixa dúvidas de que quem entra na Unicamp é um bom leitor, uma pessoa bem antenada e muito culta”, diz Pontin.

A prova de redação, que assustou alguns estudantes, foi considerada bem elaborada e difícil pela professora de português do cursinho Vanessa Mesquita. “O candidato deveria perceber que, muitas vezes, as portas para a primeira experiência com bebida alcoólica estão na família. E essa cerveja para cachorros seria mais um elemento da estrutura familiar que  poderia estimular o adolescente a beber”, explica Vanessa. Além de organizar e sintetizar as informações, caberia aos estudantes saber se posicionar diante dos leitores para os quais eles supostamente estavam escrevendo, no caso, a equipe do jornal que fez a matéria sobre cerveja para cachorros.

Outro aspecto que chamou a atenção na prova, segundo Pontin, foi a aproximação com alguns assuntos que vem sendo abordados no Enem: “O Enem sempre tem sete questões de filosofia, e a Unicamp também trouxe uma questão sobre Sócrates, não deve ser por acaso”, conta. Ele lembra que o governo vem incentivando cada vez mais o ensino de sociologia e filosofia nas escolas e essa postura da universidade de colocar uma questão de filosofia, diz Pontin, indica certo alinhamento com a proposta de avaliação do governo federal.

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