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Cursinho da Poli elogia 3.º dia da Unicamp

Redação

17 Janeiro 2012 | 20h44

* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu

A prova desta terça-feira da Unicamp foi elogiada pelo Cursinho da Poli. Para José Roberto, professor de física, as questões não foram difíceis, mas demandaram leitura cuidadosa. Temas do cotidiano como carro desalinhado, óleo de motor, antena de TV e raio-X inspiraram algumas questões. “A questão 5 foi típica da Unicamp, usar modelos matemáticos para descrever certos fenômenos – no caso, o número de células mortas a cada tragada de cigarro.” Já a questão 8, diz José Roberto, mostrou a habilidade da Unicamp de apresentar conceitos da física moderna por meio de aplicações práticas, como o raio-X. O exame, porém, poderia ganhar um pouquinho mais de precisão.

“A questão 2 não esclarece se a colisão é frontal ou lateral”, afirma José Roberto. “Quem está acostumado a fazer esse tipo de teste assume que é frontal, mas isso poderia estar claro”. No item B da mesma pergunta, o aluno deveria considerar que o motorista deixa o volante solto, porque, do contrário, o carro seguiria em frente normalmente.

Para Eduardo Leão, a prova de biologia foi “bonita”, com dificuldade de “média para difícil, direcionada aos estudiosos”. A questão 16, sobre íntrons, por exemplo, foi de exigência bastante elevada. A questão 14 apresenta, na avaliação dele, uma simplificação da herança genética estudada – anemia falciforme – que não se manifestaria da forma ilustrada no heredrograma, com pais saudáveis tendo um filho anêmico.

Rubens Faria achou a prova de química “bem contextualizada”. Quase todas as questões eram sobre pautas do dia – panela quente, diabetes, plástico – e o “aluno tinha que ser bom leitor e bom redator, sem escrever demais”.

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