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Comentários gerais sobre vestibular do Mackenzie dizem que provas não eram difíceis

Redação

11 Dezembro 2009 | 20h54

Os professores do Objetivo e do Etapa, ouvidos pelo Estadão.edu, disseram que as provas aplicadas hoje para o vestibular do Mackenzie não estavam difíceis. De uma maneira geral, a universidade cobrou conceitos do ensino médio em testes diretos e objetivos, sem contextualização e quase nenhuma interdisciplinariedade.

Três alternativas em química na prova aplicada para os grupos I, IV, V e VI, para as carreiras de Biológicas e Humanas traziam alguma referência a assuntos do dia a dia. De acordo com o professor Nelson Bergmann, do Objetivo, um dos testes pedia que o candidato relacionasse algumas causas aos seus efeitos, cobrando conhecimentos sobre poluição atmosférica, camada de ozônio, e desmatamentos por queimadas. Em outro teste, falava sobre fumantes e o efeito do monóxido de carbono no organismo. Outra questão perguntava em qual situação seria possível haver água em Saturno. Para Marcelo Dias, coordenador de área do Etapa, a prova da tarde trouxe conceitos de meio ambiente com maior frequeência do que os testes que foram aplicados na parte da manhã para os grupos II e III, da carreira de Exatas. “Cobraram poucos cálculos e mais conceito, com baixa dificuldade.”

Uma questão de história causou estranheza ao professor Fernando Caiaf, do Objetivo, que destacou erros grosseiros em datas em pelo menos uma das questões. Para Marcelo Dias, do Etapa, a prova de geografia tinha imprecisões nas alternativas. “Havia questões que continham dubiedade.”

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Clésio Morandini, professor de biologia do Objetivo, considerou que a prova estava simples. “Não cobrou só botânica, passou por todos os conteúdos do ensino médio”, disse. Já Dias considerou a prova pouco abrangente. “De sete questões, quatro pediam conceitos de zoofisiologia.”

A prova de matemática estava, assim como de manhã, mais centrada em conceitos de álgebra. “Foi simples e adequada ao que o Mackenzie de propõe”, considerou Giuseppe Nobilione, do Objetivo.

A prova de física se concentrou em mecânica. “Apareceram menos cálculos do que de manhã”, falou Dias, do Etapa. “São questões clássicas e tradicionais do ensino médio, com bloquinhos lado a lado pedindo para o aluno calcular a força”, apontou Eduardo Figueiredo, do Objetivo.

Inglês trouxe textos longos e se concentrou na interpretação deles. “Não era um vocabulário difícil, como pediram de manhã conhecimento de palavras informais. Mas o aluno tinha que saber ler e retirar do texto a informação necessária”, disse Cristina Armaganijan, do Objetivo. Dias acha que a prova poderia ser melhor. “Os textos eram longos e, embora interessantes, levavam o aluno a uma certa dificuldade na hora de marcar a alternativa.”