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Casella diz que não sai e chama alunos de ‘nazistas’

Carolina Stanisci

13 de maio de 2010 | 18h46

O vice-diretor da Faculdade de Direito da USP, Paulo Borba Casella, avisou que não vai deixar o cargo e chamou de “nazistas” os alunos que pedem seu afastamento. Ele se defende da acusação de ter “usurpado o poder”, como dizem os estudantes, porque tentou revogar, na última sexta-feira, a ordem de transferência dos livros da biblioteca para o prédio histórico.

Neste momento, professores e representantes estudantis estão reunidos para decidir sobre a abertura de sindicância contra Casella. Cerca de 100 alunos esperam o resultado do lado de fora da sala da Congregação, instância máxima da faculdade, em que são definidas as ações da instituição.

O professor Marcus Orione Gonçalves Correia não pôde ficar até o fim da reunião, mas adiantou seu voto. Segundo a reportagem apurou, Correia se declarou a favor da abertura de sindicância contra o vice-diretor da faculdade e da instauração de processo administrativo para apurar o vai e vem do acervo da biblioteca.

Segundo um professor, que preferiu não se identificar, ontem à noite chegou à faculdade um ofício encaminhado pela reitoria da USP. O documento pressiona a direção do Largo São Francisco para decidir o destino do prédio anexo, na Rua Senador Feijó, para onde foram levados cerca de 180 mil livros. O texto diz ainda que a reitoria pode pedir o edifício de volta, caso não seja usado pela Faculdade de Direito.

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