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Candidatos reclamam de excesso de gráficos em prova de matemática

Redação

07 Novembro 2010 | 19h24

Em Porto Alegre, o segundo e último dia do Enem terminou sem maiores transtornos. Ao contrário de ontem, neste domingo os candidatos não tiveram problemas com erros de impressão dos cadernos. O que causou desconforto foram a prova de matemática e a redação, ainda mais realizadas sob um calor de 30°C.

Com um tema que abordava trabalho e dignidade, os candidatos tiveram que se esforçar para escrever. Foi o caso de Rita de Cássia Castro, de 25 anos, que tenta com o resultado do Enem uma bolsa na PUCRS para os cursos de letras ou publicidade e propaganda. A estudante achou o tema difícil, mas nada comparado à prova de matemática. “Eram muitos gráficos, uma prova bem cansativa.”

O mesmo disse Romulo Teixeira Brum, de 28 anos, que pretende cursar administração. “A prova estava bem difícil, praticamente só gráficos”, descreveu.

Apesar de ter inclinação para as ciências exatas, Rodrigo Santos, de 17 anos, também não achou a prova de matemática uma moleza. Ele tentará utilizar o resultado do Enem no próximo vestibular da Ufrgs para engenharia civil. “A prova estava mesmo um pouco difícil. Tinha muita porcentagem”, comentou.

Já para Rodrigo Oliveira, de 29 anos, ainda indeciso entre a carreira de jornalista ou de engenheiro, o tempo exíguo para realizar a prova foi a maior dificuldade. “Havia questões muito fáceis, outras mais complicadas. Mas a boa quantidade de gráficos na prova de matemática e o tempo curto foi o que dificultou.”

(Lucas Azevedo, para o Estadão.Edu)