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Para candidatos, exame foi trabalhoso, mas fácil

Redação

05 Dezembro 2009 | 16h35

De um modo geral, os candidatos consideraram fácil a prova do Enem deste sábado, embora alguns deles tenham reclamado que o exame era trabalhoso. “O Enem não é muito bom como avaliação, porque só depende de o aluno saber ler e interpretar. Na maior parte das vezes, a resposta já está no enunciado da questão”, disse Victor Ozato, de 17, que qualificou a prova de Ciências da Natureza de “muito fácil”. Ele prestou o exame no câmpus da Uninove, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo.
Natan Acauã, de 17 anos, que também prestou o Enem na Uninove, disse que os textos longos da prova o deixaram “sonolento”. “Foi cansativo. Um dos textos, sobre civilizações antigas no Egito e na Amazônia, tinha uma página inteira.” As dependências da Uninove não ficaram cheias, o que pode indicar um alto nível de abstenção. “Na sala onde eu prestei o exame faltaram 28 candidatos”, disse Natan.
Luciano Assunção, de 18 anos, concordou com Natan quanto ao fato de a prova ser cansativa. “As perguntas eram longas, você tinha que ler várias vezes para entender o que queriam.”
Laila Loiola Portes, de 26 anos, tem a mesma opinião. “As perguntas de Ciências da Natureza tinham pegadinhas. Algumas levavam a gente a pensar em uma resposta e, no fim, não era.”
Luana Waitemam, de 17 anos, diz que cansou durante o exame. “Tinha uma questão de página inteira que eu nem li. Chutei.”
Ao comentar a mesma questão, Luciano Cazella, de 24 anos, disse não se lembrar de qual conteúdo ela cobrava. “Tinha tanta informação que eu nem sei sobre o que era.”
“A prova foi ridiculamente fácil. Um aluno de 6.ª série resolveria”, disse Mário Luiz Araújo Rocha, de 16 anos, que prestou o Enem em Ribeirão Preto (SP). “Acho que foi fácil para justificar o baixo nível do ensino.” Como exemplo de questão fácil ele citou uma que falava da corte francesa, mas as alternativas incorretas mencionavam outros países, como Inglaterra e Egito.
Mateus Dias, de 16 anos, considerou o único problema do Enem deste ano a alteração da data da prova. “Só achei que tinha muito texto para ler. Mas todas as matérias tiveram um nível baixo, muito fácil”, afirmou.
Maira Mariane Tereza da Silva, de 17 anos, gostou da prova e acredita ter ido bem no primeiro dia. Quanto às questões, ela disse que todas as de biologia estavam muito fáceis. “Mas as de química eram difíceis. Teve uma que não consegui resolver e tive que chutar”, disse.
“A maioria das perguntas não exigia decoreba, mas algumas cobravam cálculos e conteúdo mais difíceis”, disse Eduarda Araújo, de 18 anos, que prestou o Enem na Estácio UniRadial, no Brooklin, zona sul de São Paulo. Elvis de Andrade, de 19, morador do Jardim Ângela, zona sul, achou o nível da prova de Humanidades superior ao do exame de Ciências da Natureza. “Tinha muitas questões de atualidades, o que não é o meu forte.” Por conta disso, o estudante não acredita que vá conseguir pontuação suficiente para pleitear uma bolsa do ProUni.
Em Salvador, César Costa Santos, de 18, deixou o Colégio Estadual Luiz José de Oliveira, no bairro de Cajazeiras, com um sorriso no rosto e a “quase certeza de um bom resultado”. “Pensei que fosse demorar mais, como aconteceu no ano passado, mas estou bem mais preparado. Não foram questões tão fáceis: é que eu me dediquei muito aos estudos nos últimos meses”, disse César, que concorre a uma vaga em Relações Internacionais na Universidade de Brasília (UnB).
O estudante só se queixou do tamanho dos textos de introdução às perguntas. “O tempo para as provas é curto e a gente ainda gastou um tempão pra ler todo aquele texto. Gostei muito de uma
questão que tratava de desmatamento e aquecimento global e de outra que pedia cálculos relacionados à potência de energia gasta em uma residência.”