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Candidatos arrombam portão em BH

Redação

05 Dezembro 2009 | 16h59

O primeiro dia do Enem em Belo Horizonte foi marcado por um tumulto no principal local de prova da região oeste da cidade. Cerca de 100 candidatos arrombaram os portões do Centro Universitário Newton Paiva, no bairro Grajaú, e de uma unidade em frente e entraram nos prédios da faculdade particular pouco depois das 13 horas.

Os candidatos reclamaram de falta de organização e comunicação a respeito do local da prova. A maioria saiu da região de Venda Nova, zona norte, e teve dificuldades de chegar ao local da prova por causa do trânsito ruim, prejudicado pela chuva que caiu durante praticamente todo o dia na capital mineira.

A confusão teve início por volta 13h15. Revoltados, aproximadamente 30 candidatos forçaram a abertura do portão do prédio principal e conseguiram romper o cadeado. Em seguida, um ônibus estacionou em frente e outros cerca de 50 candidatos também entraram no local. O portão do prédio em frente também já havia sido arrombado. Os invasores foram cercados pelos seguranças da faculdade, que acionaram a Polícia Militar. Um cordão de isolamento foi feito para impedir que os candidatos atrasados tivessem acesso às salas.

O grupo permaneceu no interior do prédio gritando palavras de ordem: “Queremos prova! Queremos prova!”. Uma hora depois da invasão um policial militar anunciou que os candidatos teriam de deixar o local e o prédio foi evacuado. A unidade próxima também foi desocupada. Não houve violência.

Os candidatos barrados permaneceram protestando do lado de fora do prédio e a PM registrou boletim de ocorrência. “Faltou organização no trânsito, o que não nos permitiu chegar em tempo hábil. E também a localização da prova. Precisei atravessar toda cidade com esse trânsito caótico”, reclamou Bráulio Santos Guimarães, de 20 anos, morador de Venda Nova, na região norte da cidade, que faria o seu primeiro Enem.

A PM repassou o número da ocorrência para os candidatos que foram impedidos de fazer a prova. “O que é provável agora é que eles ingressem na Justiça reivindicando os seus direitos”, afirmou o tenente Antônio José Teodoro.