Caloura do MIT
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Caloura do MIT

Redação

25 Agosto 2009 | 11h23

Ex-aluna do Colégio Bandeirantes, Clarissa Forneris conseguiu uma bolsa da Fundação Estudar para fazer graduação no Massachusetts Institute of Technology (MIT). Recém-chegada a Boston, ela conta como é a rotina numa instituição de ponta do mundo.

“A universidade é uma das maiores preocupações dos jovens, sem dúvida. Isso porque grande parte das pessoas considera que a maior utilidade de cursar o ensino superior é ter um diploma que proporcionará um “bom futuro” (entre aspas, porque eu acho realmente difícil saber o que isso significa ao certo).

No entanto, com a minha ainda pouca experiência com universidades, eu acredito que ela é mais importante em outro aspecto: toda a experiência que se ganha nesses quatro ou cinco anos enfrentando as mudanças radicais da vida de aluno do ensino médio, que é mais rotineira e sem grandes surpresas (ir à escola, voltar da escola, fazer a lição de casa, conversar com os amigos, preocupar-se com o vestibular etc.), para a vida de um universitário, que é lotada de coisas novas, pelo menos na minha visão de caloura (ou, como dizem por aqui, freshman).

Eram sobre essas mudanças que eu estava pensando durante a viagem de avião de São Paulo até Boston, há seis dias. A grande mudança óbvia naquele ponto foi deixar toda a minha vida no Brasil para começar outra que está sendo bem diferente até agora. Essa minha experiência universitária não só está modificando minha vida acadêmica, mas também a minha vida pessoal, por dificultar a convivência com minha família, namorado e amigos. Certamente, muitos alunos de universidades no Brasil também têm que mudar de cidade ou Estado para cursar a universidade e sentem a grande diferença de, talvez pela primeira vez, morar fora de casa.

Apesar de a distância das pessoas conhecidas do Brasil ser uma mudança não tão boa, conhecer gente, lugares e possibilidades novas é ótimo. Aqui no campus do MIT é possível encontrar gente de todas as partes do mundo. Especialmente nestas duas semanas antes do início do semestre de outono, os novos alunos são encorajados a explorar o campus (isso significa decorar a localização e o número de cada prédio), conhecer milhares de pessoas (tanto freshmen quanto alunos mais velhos, os upperclassmen, e os alunos da pós-graduação) e pesquisar sobre as matérias que serão cursadas (e claro, saber o número de cada matéria, porque por aqui ninguém se refere às matérias pelo nome).

Eu posso até tentar adivinhar quais vão ser as outras mudanças que me esperam aqui no MIT, mas prefiro ser surpreendida. Só espero conseguir organizar todo o monte de novas informações que virão nos próximos dias, tenho certeza de que serão muitas!!”