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Cada vez mais queremos (e podemos) estudar fora

Redação

11 Setembro 2010 | 21h27

Por Larissa Linder

Os corredores apinhados de gente na Expo Estude no Exterior, neste sábado em São Paulo, não negam: os brasileiros querem muito estudar fora. Foram mais de 13 mil inscritos no evento. Somente para os EUA é esperado um aumento de 35% no número de estudantes brasileiros, de acordo com pesquisa do Instituto de Educação Internacional em Nova York.

Segundo a organizadora Daniela Ronchetti, o número de escolas interessadas no Brasil têm aumentado devido à melhora na economia do País, porque agora mais pessoas teriam condições de viajar, ainda que fazendo um certo esforço para guardar dinheiro.

Além das opções tradicionais, como graduação ou pós nos Estados Unidos, o evento trouxe outras alternativas. Que tal estudar inglês na ilha de Malta? Há um ano, Ângelo Moletta, dono de uma agência em Porto Alegre, descobriu que praticamente inexistiam estudantes brasileiros na pequena ilha do Mediterrâneo.Ensolarada e cheia de praias de cartão postal, o lugar entrou há poucos anos na Zona do Euro e passou a atrair franquias de escolas de inglês. Foi assim que a agência gaúcha passou a oferecer o serviço. Em oito meses, 15 brasileiros foram para Malta pelo programa.

Para quem quer aprender a cozinhar, além de falar inglês, o The International Culinary Center, em Nova York, oferece seis meses de curso. E não precisa ser um quase chef: também há espaço para quem vai começar do zero. Estreante em feiras no Brasil, a escola viu uma oportunidade de atrair alunos. “Com a economia melhor, mais gente pode ir para lá, e também por lá, menos gente pode pagar, já que estamos ainda em crise”, avalia o representante Chris Caperna.

Outra instituição que detectou demanda brasileira foi a Swiss Hotel Management School. Tanto que abrem esta semana um escritório para a América Latina em Brasília. Apesar do custo de vida ser alto na Suíça, quem quiser estudar Hotelaria por três anos fica hospedado na própria escola – um dos prédios é um antigo hotel luxuoso com montanhas geladas ao redor – e tem direito a todas as refeições diárias. Tudo por 25 mil dólares ao ano.

Claro que, para os tradicionais estudantes em busca de graduação, pós e inglês, não faltaram estandes. Difícil foi escolher. “Estou querendo fazer um curso especial para quem já é professor de inglês, mas quer um diploma extra. Tem muita coisa aqui. Estou avaliando e pegando todo o material para decidir”, diz Magda Muniz.

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