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Brasil tem nove projetos selecionados para feira de ciências nos EUA

Redação

02 Abril 2011 | 08h15

O Brasil enviará nove projetos para a Intel ISEF (International Science and Engineering Fair), maior feira de ciências e engenharia pré-universitária do mundo, que acontece de 8 a 13 de maio de 2011, em Los Angeles. A delegação brasileira foi selecionada pela Febrace (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia) e os 15 estudantes e nove professores vão competir com projetos de mais de 50 países.

A nona edição da Mostra de Projetos da Febrace, que aconteceu de 22 a 24 de março, recebeu mais de 300 projetos finalistas. Todos foram avaliados por profissionais do mercado e por pesquisadores mestres e doutores da Universidade de São Paulo e universidades parceiras, somando aproximadamente 280 avaliadores voluntários

Os participantes irão representar os estados de Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, além de representantes da organização da FEBRACE e da imprensa nacional.

Dentre os projeto que irão representar o País, pode-se destacar a ‘Padronização e uso de “sulfitômetro” para detecção rápida de sulfitos em pescados.’, elaborado pelo colégio Jean Piaget, de Santos. As estudantes Gabriela Ono, Angela Di Gianni, Giovanna Calçada Tanniguchi tiveram a ideia de criar um procedimento para avaliar se a quantidade de sulfito nos peixes, moluscos e crustáceos pescados está dentro da tolerada pelas normas de vigilância.

Muitos destes aditivos desenvolvem efeitos colaterais, que vão desde obesidade, doenças cardiovasculares, crescimento de tumores, desencadeadores de reações alérgicas e asma.

Já o projeto dos alunos Adriana Ferreira Santana e Tiago Tolone Craveiro de Oliveira, da Etec Getúlio Vargas, de São Paulo, é focado em reciclagem. O projeto de química enfoca a reutilização de óleo de soja para produção de resinas alquídicas, que podem servir na formulação de tintas.

Com base em reações e cálculos relacionados à indústria de revestimentos, produziu-se duas resinas alquídicas de diferentes porcentagens em óleo e diferentes reagentes. A partir de tais resinas, produziu-se amostras de tintas e vernizes com diferentes pigmentos e aditivos para demonstração do produto final caso este seja sintetizado a partir de resinas alquídicas modificadas com óleo de soja usado. Os resultados obtidos apontaram que 1 litro de óleo de soja usado pode produzir, aproximadamente, 2,85 litros de resina alquídica e 7,2 litros de tinta.

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