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Banca de física da Unicamp ‘errou um pouco a mão’, diz Etapa

Redação

17 Janeiro 2012 | 22h47

Estudantes reclamaram e o professor de física do Etapa Alexandre Lopes Moreno reconhece: sua disciplina motivou algumas das questões mais difíceis de toda a segunda fase da Unicamp. “Erraram um pouco a mão com uma prova de nível médio para alto se você considerar que o candidato ainda tinha de fazer a parte de química e biologia nesta terça-feira”, afirmou o docente.

Segundo Alexandre, a banca não deixa de merecer elogios pela formulação dos enunciados. “Fizeram uma prova trabalhosa, mas de muita qualidade.” Em conteúdo, o exame tinha metade das questões sobre mecânica e a outra parte dividida entre eletricidade, óptica, termologia e física moderna.

Para o professor de química Edison de Barros Camargo, o exame de Ciências da Natureza não cobrou “decoreba nem coisas periféricas à ciência”. “Com enunciados bem elaborados, a Unicamp seguiu a tendência de exigir os principais conceitos da química.”

Edison também gostou da contextualização das questões – que falavam desde o vazamento de gás metano em um shopping de São Paulo até casos de doping na natação. “Para mim, que sou professor, foi uma prova divertida de resolver.”

Em biologia, o vestibular privilegiou zoofisiologia e citologia, de acordo com o professor Roberto Fioravante Biasoli. “O grande problema foi o tempo para responder às questões, que exigiam do candidato análise cuidadosa dos enunciados e das ilustrações.”

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