As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Cresce número de universidades dos EUA interessadas em brasileiros

Redação

08 Setembro 2010 | 21h08

Por Larissa Linder

A combinação entre o bom momento da economia brasileira e a maior visibilidade adquirida pelo País no exterior foi decisiva para o crescimento de uma feira estudantil realizada pelo governo americano nesta quarta-feira, 8, em São Paulo. Neste ano, a Education USA trouxe 42 instituições de ensino para o Brasil e, só na capital paulista, atraiu mais de 700 interessados em fazer cursos de graduação, mestrado, doutorado, especialização ou de inglês nos Estados Unidos. No ano passado, a feira teve a participação de 25 universidades.

Segundo Thaïs Burmeister, supervisora da Education USA em São Paulo, o sucesso do evento se deve ao fato de o Brasil estar despontando no cenário internacional. “A Ásia é a parte do mundo que mais manda alunos para os Estados Unidos, mas o Brasil lidera na América do Sul. Hoje o País tem mais de 8,6 mil alunos de graduação ou pós nos EUA”, diz. Segundo Peter Thitten, coordenador de admissões internacionais da Old Dominium University, em Virgínia, as instituições estão procurando mais alunos brasileiros e da América do Sul em geral pois “a região melhorou muito economicamente e agora há mais estudantes com condições de estudar nos EUA”. O representante do estreante  Monroe College, Shaun Merrique, diz que perceberam que o Brasil tinha estudantes com bom nível de estudo e agora, também com mais dinheiro para estudar fora. Por isso, resolveram participar do evento.

Além do bom momento do País, Thaïs explica que as universidades norte- americanas têm a tradição de promover o contato de seus alunos com pessoas de outras nacionalidades. “O câmpus é como um pequeno mundo, e queremos que nossos alunos sejam expostos a outras culturas e ideias, e que assim também tenham ideias novas”, diz Warren Emanuel, diretor-assistente de admissões da Hampshire College, onde 4% dos alunos são estrangeiros, a maioria da China, Bolívia e Equador. Para o representante da New York Film Academy, Jack Newman, a diversidade também é uma questão fundamental quando buscam alunos internacionais.

A feira da Education USA, que está em sua 8ª edição, passou por Santiago (Chile) e Buenos Aires (Argentina) antes de chegar a São Paulo. Nesta quinta-feira, 9, o evento será realizado no Rio de Janeiro, das 17h às 21h. Depois, a feira segue para Lima (Peru), Quito (Equador) e Bogotá (Colômbia). A entrada é grátis e os interessados precisam se cadastrar no site do evento para participar. A Education USA é um órgão do governo norte-americano, com mais de 450 escritórios pelo mundo, que tem a função de fazer a ponte entre universidades norte-americanas e estudantes ou universidades estrangeiros.

Na feira, os estudantes recebem informações sobre pré-requisitos para admissão nas universidades, testes, tipos de ajuda financeira existentes e sobre o processo de obtenção do visto de estudante. O objetivo é oferecer ao visitante um panorama das possibilidades de estudar nos EUA. A estudante de Recursos Humanos Jocasta Silva, de 20 anos, foi ao evento para tirar dúvidas sobre cursos de inglês no exterior. “A ideia foi saber o que eles têm a oferecer. Mas ainda é preciso guardar dinheiro para conseguir fazer essa viagem”, diz. Já Vasco Barcellos, consultor formado em Engenharia de Produção e com Mestrado em Adsmnistração, está em busca de um curso rápido de Gestão. “Prefiro procurar nos Estados Unidos, onde há mais tradição nas escolas de negócios em relação à Europa”.