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Atrasos e problemas com documentos causam confusão no Rio

Redação

05 de dezembro de 2009 | 18h40

Atrasos e documentos vencidos impediram alunos de fazer a prova
do Enem ontem no Rio e provocaram confusão. Na Gávea, na zona sul, pelo
menos 18 alunos não puderam fazer a prova no câmpus da Pontifícia
Universidade Católica (PUC-Rio) porque apresentaram documentos com
prazo de validade vencido e tiveram de deixar as salas. Houve tumulto
na retirada. Estudantes que chegaram atrasados se juntaram ao grupo e
fizeram um protesto na porta da universidade. Inconformados, cerca de
30 jovens fizeram registros na delegacia do bairro (15.° DP) e
prometeram ir à Justiça contra os organizadores da prova.
A maior parte dos atrasados na região metropolitana do Rio culpou a
forte chuva que provocou muitos engarrafamentos. Em Madureira, na zona
norte, a Polícia Militar foi chamada para impedir que o bate-boca de
alunos retardatários com os organizadores da prova no câmpus da
Universidade Estácio de Sá que funciona num shopping virasse um
quebra-quebra.
No câmpus da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), no
Maracanã, pelo menos 30 pessoas chegaram atrasadas e culparam um
incidente de trânsito que havia ocorrido nas proximidades momentos
antes. Segundo eles, uma pedra foi arremessada de uma passarela num
ônibus, paralisando o trânsito.
Emerson de Araújo, de 35 anos, chegou menos de um minuto após o
fechamento do portão. Em vão, gritou muito implorando para entrar.
Perdeu a chance de disputar vaga para direito ou educação física.
“Estudei muito e atrasei segundos. Fui muito prejudicado pelo
adiamento. Na prova que vazou, eu faria o exame do lado da minha casa
em Jacarepaguá (zona oeste) e hoje me jogaram do outro lado da cidade”,
reclamou.
Eliana Pereira da Silva, de 41 anos, queria tentar serviço social, mas
chorou tanto o ver o portão fechado que nem conseguia falar. Grávida de
seis meses, Bruna Laila Porfírio, de 21 anos, chegou a correr entre o
ponto de ônibus e o portão, mas também não conseguiu entrar. “A gente é
obrigado a compreender a sacanagem que eles fazem com a gente, mas eles
não compreendem nossa situação”, disse. Ela também se queixou da
alteração do local de prova.
Em Niterói, policiais militares tiveram de conter a mãe de um aluno
atrasado que não se conformava com o portão fechado de outra unidade da
Estácio. Muitos pais se queixaram de falta de precisão sobre o endereço
da prova, já que havia outro edifício da universidade na mesma rua.
Disseram que chegaram com os filhos a tempo, mas entraram no prédio
errado. Como não foram acompanhados por fiscais, viram os portões se
fecharem enquanto se deslocavam entre uma unidade e outra. Houve
tentativa de arrombamento de portões e confusão com seguranças.
Alguns estudantes procuraram a delegacia de Niterói (76° DP), mas os
policias não fizeram registros. Em Duque de Caxias, alunos atrasados
disseram que receberam cartões com os endereços incorretos dos locais
de provas.

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