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Atrasados em Porto Alegre esperam segunda chance, enquanto os demais elogiam prova e organização

Redação

22 Outubro 2011 | 18h16

* Por Lucas Azevedo, especial para o Estadão.edu

PORTO ALEGRE – Lígia Fernandes, 23 anos, aparentava calma do lado de fora do portão da Escola Técnica Estadual Senador Ernesto Dornelles, no centro de Porto Alegre. Lá dentro, centenas de alunos faziam a primeira prova do Enem, e era onde Lígia deveria estar. Mas ela chegou ao local 20 minutos após as portas se fecharem, e não sabia o que fazer.

“Não consegui entrar , então fiquei aqui, batendo papo. Saí de Alvorada  por volta do meio dia. Cheguei na escola às 13h20min. Achei que tinha uns 30 minutos de tolerância. Mas nem me deixaram argumentar.” Ao lado de Lígia, que quer fazer jornalismo em alguma universidade particular, estava Iriana Oliveira, 56 anos. Ela aguardava a filha, Lisana, 17, que prestava o Enem. “Ela termina o colégio este ano e ainda faz cursinho. Por sinal, ela me disse que a melhor coisa que fiz
por ela foi matriculá-la nesse curso”, conta Iriana.

A filha sempre estudou em escolas estaduais. Agora, cursando o pré-vestibular, Iriana se sente mais segura em busca de uma vaga no curso de relações púbicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). Às 15h, os primeiros alunos começaram a deixar o local. Entre eles Lidiane Silva, 24 anos. Operadora de telemarketing, esta é a quarta vez que ela faz a prova do Enem. “No ano passado fiz pontuação para entrar em engenharia na PUC-RS , mas quero mesmo é informática”, comenta a estudante.

Para ela, o concurso deste ano está muito melhor organizado que o do ano passado. Da prova, Lidiane disse que foi bem: “As questões estavam mais voltadas para o cotidiano, principalmente as de história”. Pero dali, Kalane Schivitz, 22 anos, deixava o prédio da Escola Paula Soares, no centro de Porto Alegre. Estudante do terceiro semestre de arquitetura na PUC-RS, a jovem está fazendo o Enem de olho em algum curso na área de saúde. “A parte em que me saí melhor foi na de
conhecimento, de atualidade”, disse.

Na escola em que Kalane fez a prova, um fato inusitado fez com que os fiscais chamassem a polícia. Como de costume, alunos do colégio pularam o portão da instituição para utilizar a quadra de futebol. Talvez por não saberem da interdição da escola, eles tiveram que deixar o local com a chegada dos policiais. Lá, cerca de 340 alunos fizeram o exame. Quatro chegaram atrasados; dois conseguiram entrar no pátio da instituição, mas tiveram que dar meia volta, pois já passava de 13h. Em toda a capital, a Brigada Militar não registrou maiores transtornos envolvendo o concurso.

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