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Ato pró-Haddad atrapalha aulas na PUC-SP

Redação

25 Outubro 2012 | 17h08

* Por Cristiane Nascimento e Victor Vieira, especial para o Estadão.edu

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Alunos e professores da PUC-SP organizaram na manhã desta quinta-feira, 25, um ato de apoio ao candidato petista à Prefeitura, Fernando Haddad, no câmpus de Perdizes, zona oeste. Com camisetas vermelhas, alto falante e bandeiras, os militantes se concentraram perto do Centro Acadêmico de Ciências Sociais enquanto ainda havia aulas na instituição.

Parte dos estudantes deixou as salas e tentou impedir a manifestação com vaias e jogando água e bolinhas de papel do alto do chamado “prédio novo”. Lá embaixo, na “prainha da PUC”, havia pouca gente apoiando os discursos proferidos ao microfone – entre 15 e 30 pessoas, de acordo com relatos de alunos contra e a favor da mobilização.

O militante da Juventude do PT em São Paulo Erik Douzan diz que foi procurado pelo grupo que promoveu o ato, mas não participou diretamente da organização. “Por ser um espaço de conhecimento, é preciso fazer essa discussão política dentro da universidade”, defende.

Vincent Gonçalves, aluno de Economia de 20 anos, discorda. Para ele, instituições de ensino superior não devem abrigar campanhas partidárias e manifestações como a desta manhã acabam despertando antipatia entre os estudantes. “Estranhamos porque o barulho estava muito alto. Tinha até caixa de som”, conta. Segundo ele, os seguranças da PUC demoraram a intervir e o episódio prejudicou várias turmas que estavam em aula.

Segundo a estudante de Direito Nathália Duarte, de 21, os manifestantes apareceram apenas no fim da manhã para não interferir na rotina de aulas da universidade. “Fiquei decepcionada com a atitude de quem jogou água e saiu correndo porque fogem do debate político. Muitos não estão preocupados em discutir a cidade.”

O Centro Acadêmico de Ciências Sociais diz que não participou da manifestação e que nenhum membro da gestão é filiado ao PT. Segundo a Assessoria de Imprensa da PUC, o ato não teve autorização da reitoria, já que os alunos não fizeram um pedido formal.

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