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Após morte de aluno, Centro Acadêmico da FEA organiza protesto contra falta de segurança na USP

Redação Estadão.edu

19 Maio 2011 | 01h11

Por Carlos Lordelo

O Centro Acadêmico da FEA-USP está organizando um protesto nesta quinta-feira, 19, contra a falta de segurança na Cidade Universitária e em luto pela morte do aluno de Ciências Atuariais Felipe Ramos de Paiva, assassinado na noite de ontem no estacionamento da FEA.

Felipe foi baleado na cabeça por volta das 21h40, depois de assistir a uma aula de contabilidade no câmpus do Butantã, na zona oeste de São Paulo.

A notícia da morte de um colega motivou os integrantes do CA da FEA a mobilizar o protesto, por meio do Facebook. “Solicitamos a presença de todos às 7:15 da manhã na frente do FEA 1 para um ato. Aqueles que não puderem comparecer pela manhã poderão vir no período noturno, às 19:15”, diz o texto do evento PARALISAÇÃO: Não há aula sem segurança, criado pelo CA. Até a 1h30 desta quinta-feira, 486 pessoas já haviam confirmado presença no ato.

Neste momento, os membros do CA estão participando de uma reunião extraordinária para decidir o que fazer em protesto contra sucessivos crimes ocorridos na universidade. “Estamos revoltados com a questão da segurança na USP. Já houve seguidos casos de sequestro relâmpago e agora chega ao ponto de um aluno da FEA ser assassinado no estacionamento da faculdade”, afirmou ao Estadão.edu a diretora presidente do CA, Maíra Madrid, de 21 anos, aluna do 4º ano de Economia.

Segundo Maíra, o CA pretende organizar uma caminhada da FEA até o prédio da reitoria para entregar uma carta de protesto ao reitor João Grandino Rodas.