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Alunos invadem antigo prédio da reitoria da USP

Redação

26 Novembro 2009 | 16h01

Por Elida Oliveira e Paulo Saldaña

Um grupo de aproximadamente 20 alunos, de acordo com a Universidade de São Paulo (USP), entrou no prédio da antiga reitoria da instituição em protesto contra a eleição e posse de João Grandino Rodas.

Conforme o Estadão.edu apurou junto à universidade, o protesto aconteceu em torno de 15 horas, e logo terminou. Não foi necessário haver nenhuma ação da USP para desfazer o movimento.

Integrantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) disseram que protestos estavam marcados para a capital e unidades do interior para demonstrar o descontentamento dos estudantes frente à escolha do novo reitor, que assumiu hoje a administração da universidade. “Não consideramos essa eleição legítima. É antidemocrática, porque não envolve todos na escolha, e o governador ainda optou pelo segundo da lista (tríplice de possíveis reitores)”, disse Renata Conde, aluna de Psicologia e membro do DCE. No interior para coordenar as eleições para o diretório, que terminam hoje, Renata relatou que em Ribeirão Preto o protesto não aconteceu. “Optamos por adiar porque o Rodas cancelou a cerimônia de posse”, contou.

João Pedro de Caria, aluno de Letras e também do DCE, disse que João Grandino Rodas cancelou a cerimônia de posse sem apresentar motivos. “Como ele cancelou, poucos apareceram no ato, então decidimos adiar.” A nova data para a cerimônia de posse está marcada para o dia 25 de janeiro. Os estudantes prometem manter o protesto.

Um comunicado assinado pelo reitor eleito, João Grandino Rodas, e pelo vice-reitor em exercício Franco Lajolo, circulou hoje na internet entre grupos de alunos da USP. O texto diz que a data da posse foi alterada para manter a tradição. “A data da posse dos reitores da USP sempre foi 25 de janeiro, dia em que foi fundada a Universidade, em 1934. Tal praxe foi descontinuada em 1993, em virtude de o mandato do reitor ter sido abreviado”, diz o texto.

O comunicado cita, ainda, a necessidade de um período de transição entre as gestões. “O tamanho da USP (…) e reconhecidamente dotada de administração complexa, indica a necessidade de um período de transição em que os pró-reitores, os coordenadores etc., que estão saindo e os que estão entrando, trabalhem, lado a lado, transmitindo documentos, informações e explicações.”

A reitoria da USP informou que a cerimonia de posse não foi adiada, porque não estaria marcada para esta quinta-feira. O novo reitor estabeleceu uma comissão de transição para atuar a partir desta quinta-feira até o dia 25 de janeiro, quando está marcado a posse oficial.

Atualizado às 20h05 do dia 26 de novembro de 2009