A posse do reitor da USP
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A posse do reitor da USP

Redação

26 Janeiro 2010 | 13h08

Por Carolina Stanisci
Especial para o Estadão.edu

Na posse do reitor da USP João Grandino Rodas, ontem, na Sala São Paulo, os atores globais Paulo Vilhena e Thaila Ayala, escolhidos para atuar como mestres de cerimônia, cometeram uma série de gafes.

Vilhena tentou três vezes pronunciar a palavra “arcebispo”, sem sucesso, ao chamar ao palco o cardeal Dom Odilo Scherer, um dos sete líderes religiosos que deram sua bênção ao reitor ontem.

EVELSON DE FREIRAS/AE
posse
Suely Vilela, ex-reitora da USP, cumprimenta Rodas

O ator também tropeçou ao mencionar os nomes e cargos das autoridades presentes no evento, como o do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.

Thaila, por sua vez, afirmou que o momento ecumênico havia terminado após a fala da primeira líder religiosa, a ialorixá Wanda de Oxum, que desejou “axé para todos”.

Depois da ialorixá, ainda falaram o xeique Armando Hussein Saleh, o rabino Michel Schlesinger, o arcebispo emérito de Bauru, Dom Antonio Maria Muicciolo, o patriarca Saikawa Dosho, da Comunidade Budista Soto Zenshu e o reverendo Ademir Aguiar, da Igreja Presbiteriana do Butantã.

Grandino entrou pelo fundo da Sala São Paulo acompanhado por mais de 30 acadêmicos da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco – professores titulares, livres-docentes, associados e até professores aposentados. Todos estavam paramentados com becas.

Na plateia, além da comunidade jurídica que compareceu em peso, estavam o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, mais ministros do STF, secretários de Estado, entre outras autoridades.

Enquanto a ex-reitora Suely Vilela passava as vestes talares – típicas do reitor – a Grandino, Thaila e Vilhena narravam o significado dos trajes.

O reitor usa uma samarra, um capelo e um colar doutoral. A samarra (espécie de túnica) de cor branca simboliza a abrangência de todo o conhecimento humano, o capelo (tipo de chapéu), também na cor branca, reforça a ideia do poder institucional e temporal inerente ao cargo.

Já o colar doutoral é o símbolo da integração que une as unidades universitárias e os outros órgãos da universidade na sua tríplice missão de ensinar, pesquisar e estender serviços à comunidade.

Leia mais sobre o evento:
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