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“A gente se sente desrespeitada”, diz candidata

Redação

06 Novembro 2010 | 17h07

No câmpus Barra Funda da Uninove, candidatos em salas diferentes receberam orientações diferentes sobre como proceder em relação ao erro no cabeçalho do cartão-resposta.

Na sala de Carolina dos Reis, de 19 anos, foi assim: o fiscal avisou os alunos de que havia um erro no gabarito. Por isso, deveriam começar a prova normalmente e não preencher o cartão de respostas até que novas informações chegassem. Após 20 minutos de prova, às 13h25, os alunos foram orientados para preencher o cartão normalmente, de 1 a 90. “Tantas pessoas envolvidas na organização do Enem e deixam passar erros tão mínimos como esse”, disse Carolina. “Faz com que a gente se sinta desrespeitado”.

Na sala de Andreza Sena, de 18 anos, foi diferente. Os alunos foram avisados de que havia “um erro na prova”; por isso não podiam começar o exame até que o problema fosse resolvido. Meia hora depois, foram autorizados a começar, sem que ninguém falasse nada sobre o gabarito. Apenas foram avisados de que teriam meia hora a mais de prova.

Somente quando a primeira pessoa da sala terminou o Enem e percebeu o problema com o gabarito, os fiscais orientaram os candidatos a ignorar o cabeçalho e preencher a prova normalmente.

“Eles dizem que a prova é segura”, conta Andreza, “mas parece que é da boca pra fora. Mesmo com essa segurança toda, fazem o gabarito errado”.