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Em Porto Alegre, boatos de cancelamento não atrapalharam prova

Carolina Stanisci

03 Novembro 2012 | 19h37

* Lucas Azevedo, especial para o Estado

PORTO ALEGRE – O primeiro dia de Enem em Porto Alegre não registrou grandes transtornos. Aparentemente o boato disseminado pela manhã nas redes sociais de que o exame havia sido cancelado não ganhou repercussão. Ao menos para os candidatos entrevistados pela reportagem, que realizaram a prova no Instituto de Educação General Flores da Cunha, na região central da cidade.

O único imprevisto ocorreu por volta das 16h15, quando uma candidata que fazia prova teve que ser socorrida por uma equipe do Samu. Apesar de consciente, ela foi levada até a ambulância com uma cânula para receber oxigênio e encaminhada ao hospital. A coordenação do Enem na escola não quis comentar o caso, limitando-se a informar que a mulher se sentiu mal.

Cerca de 1,2 mil estudantes realizaram as provas neste primeiro dia de Enem em Porto Alegre. Quatro alunos não conseguiram entrar, porque chegaram minutos após o fechamento dos portões.

Enquanto os candidatos realizavam a maratona de testes em sala de aula, do lado de fora alguns acompanhantes esperavam, apesar do forte sol e calor. Foi caso de Karen Pereira, 40 anos. A auxiliar de limpeza aguardava pela filha Évelin Pereira, de 17. “Ela vem se preparando desde o ano passado. A gente também acaba se empenhando junto”, revela a mãe, que, mesmo não tendo cursado o ensino médio, auxiliou a filha nos estudos.

Essa é a terceira vez que Eduardo Pianezzola faz o exame. Estudante do último ano do ensino médio, ele retende cursar fisioterapia na universidade. Gerente de uma lanchonete, acredita que a principal mudança no exame este ano seja na avaliação da redação. “Acho que agora está melhor. Além de duas pessoas corrigirem tua redação, se as notas forem muito diferentes, uma comissão analisará. Além do mais, se tu quiseres, podes ver as correções feitas.” Ele achou tranquilo este primeiro dia de provas, mas crê que sentirá maior dificuldade neste domingo, durante a redação. “Será bem mais cansativo.”

O mesmo pensa Ellen Flores, de 18. Ela concluiu o ensino médio há dois anos e, desde então, apenas estuda para o Enem. “Se eu não me sair bem nesta prova acho que terei de procurar um emprego”, revela a estudante, que ainda não decidiu qual carreira seguir.

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