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“Não existe meio erro”, reclama candidata ao defender cancelamento do exame

Redação

07 Novembro 2010 | 19h49

Candidata a uma vaga no curso de Arquitetura da Universidade Federal de Pernambuco – que usará a nota do Enem em substituição à primeira fase de seu vestibular – Bruna Santos, de 22 anos, ficou irritada ao saber da decisão do MEC de reaplicar a prova amarela para quem se sentir prejudicado pelos erros existentes no material.

“Não existe meio erro. Ou se erra ou se acerta. Como é que uma parte do pessoal vai fazer nova prova e os outros não? Isso não existe. As regras devem ser iguais para todos”, reclamou Bruna, ao defender o cancelamento do exame e a reaplicação geral de novas provas. A estudante, assim como dezenas de alunos que fizeram provas no câmpus da Universidade Federal de Pernambuco, em Recife, disse estar “decepcionada” com a organização do exame.

Aos 45 anos, a dona de casa Mariana Duarte também não escondeu a decepção. Candidata a uma vaga no curso de Economia Doméstica na Universidade Federal Rural de Pernambuco – que também usará a nota do Enem em substituição à primeira fase do vestibular – ela pensa em desistir do sonho de entrar na universidade. “Passei muita dificuldade para voltar a estudar. Prestei muita atenção em todas as recomendações e cumpri o que mandaram. Me sinto lesada. Fiquei muito nervosa, no sábado, com alguns candidatos perguntando sobre os erros no gabarito e com o tratamento descuidado dos fiscais, que respondiam com grosseria, sem interesse em ajudar. Para mim, o sonho de entrar na universidade está ficando mais longe depois disso tudo”, lamentou.

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(Monica Bernades, especial para Estadão.edu, de Recife)