Vereador de SP pede exoneração de servidor da Educação citado em investigação

Paulo Saldaña

04 Março 2015 | 20h56

O vereador Gilberto Natalini (PV) encaminhou nesta quarta-feira, dia 4, ofício à Prefeitura de São Paulo pedindo a exoneração de Marcos Rogério de Souza do cargo de chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. Souza é ex-assessor parlamentar do Senado Federal e foi alvo no ano passado de uma sindicância interna na Casa em um episódio na CPI da Petrobras. A sindicância acabou arquivada em setembro.

O hoje chefe de gabinete do secretário de Educação Gabriel Chalita (PMDB) teria participado da elaboração combinada de questionamentos feitos na CPI da Petrobras a funcionários e ex-funcionários da estatal. Por causa disso, o vereador indicou em ofício à Prefeitura que é “inaceitável” que ele ocupe cargo na gestão municipal.

Ao blog, o secretário Gabriel Chalita classificou como “absurdo” o pedido. “O Marcos [Rogério de Souza] nunca teve nenhuma ação judicial ou inquérito, tem uma vida limpa e a sindicância no Senado foi arquivada”, disse. O secretário ainda ressaltou a experiência e boa formação acadêmica do assessor. A sindicância interna feita no Senado foi arquivada, sob o argumento de que não teria havido vazamento de informação privilegiada.

Souza é filiado ao PT e já foi apontado como cota do partido na pasta da Educação de São Paulo. Ele foi nomeado para a chefia de gabinete em janeiro. Chalita, por sua vez, afirmou que foi ele próprio quem convidou Souza para integrar sua gestão.

Natalini já acusou o prefeito Fernando Haddad (PT) de ser conivente com as ocupações do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) na cidade. Neste ano, encaminhou pedido à Prefeitura e ao Estado para o cancelamento do carnaval por causa da crise de água. Haddad acusou o vereador, por sua vez, de “criar factoides”. Natalini foi candidato ao governo do Estado de São Paulo pelo PV nas últimas eleições.

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