Resposta para o dilema das férias é ter equilíbrio entre estudos e descanso

Resposta para o dilema das férias é ter equilíbrio entre estudos e descanso

Oficina do Estudante

15 de julho de 2021 | 10h29

As férias confundem um pouco a cabeça dos vestibulandos, deixando-os em um dilema se a melhor decisão é utilizar o período para intensificar a preparação para as provas ou descansar. A afirmação é do orientador pedagógico e professor de História do Curso Pré-Vestibular Oficina do Estudante de Campinas (SP), Alfredo Terra Neto, que, de forma geral, considera que o ideal é que o aluno encontre um equilíbrio entre essas opções.

“Se o aluno que está fazendo curso descansar o tempo todo, muito possivelmente não vai conseguir tirar o atraso das matérias acumuladas e vai perder o ritmo até as aulas voltarem. Por outro lado, se rachar de estudar nas férias, provavelmente vai haver melhora nas disciplinas em que está atrasado. Porém, ele não vai recuperar as energias e, lá na frente, ficará cansado. Acontece de alguns estudantes perderem rendimento justo perto da época de provas. Por isso, é importante se cuidar e agir com equilíbrio”, disse.

De acordo com Neto, os cursos pré-vestibulares geralmente dão três semanas de férias para os seus alunos. Considerando essa lógica, analisa que o ideal para esse intervalo de tempo é, sequencialmente, desacelerar, ‘hibernar’ e retomar o ritmo.

“A ideia é reduzir a carga horária de estudos para 50% na primeira semana. Ou seja, se o aluno costuma estudar dez horas por dia, juntando as aulas mais o tempo que dedica em casa, deverá passar a estudar por cinco horas. Na semana do meio, o foco será o descanso. Caso não queira desligar 100%, pode se valer de uma estratégia chamada “ócio produtivo”. Por exemplo, assistir filmes e documentários com temas que possam aparecer nos vestibulares e Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A dica é: trabalhar o capital cultural nesta semana. Na terceira e última semana de férias, o aluno retoma a carga de 50%. Deste modo, estará novamente no ritmo para o retorno das aulas”, aconselha.

 

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