Repetir de ano: como evitar e o que fazer nesses casos

Repetir de ano: como evitar e o que fazer nesses casos

Oficina do Estudante

02 de dezembro de 2019 | 11h04

Por Edvaldo Pereira Lopes
Coordenador Pedagógico Oficina do Estudante

Repetir de ano
Nesta época do ano é comum as famílias, os alunos e os professores estarem sob pressão e preocupados com o fechamento do ano letivo e com o risco de retenção.

Muitas escolas têm a progressão continuada, ou seja, sem o risco da repetência.

Mas, a maioria das escolas particulares permanecem com a possibilidade de retenção quando o aluno não atinge as notas mínimas necessárias para o prosseguimento no ano seguinte.

Todas as escolas tem professores, orientadores e diretores trabalhando ao longo do ano para evitar as retenções.

Por isso, organizam-se para traçar planos e estratégias de recuperação dos alunos com rendimento insatisfatório.

Além disso, em parceria com as famílias, buscam, ao longo do ano, sanar essas dificuldades com a recuperação contínua.

Na maioria dos casos, com base neste contexto, poucos alunos no término do ano estão com a situação complicada, e efetivamente com risco de repetir de ano.

O planejamento e o acompanhamento dos alunos são fundamentais para evitar a reprovação.

Críticas

Ao criticar uma criança, um adolescente, ele não deixa de te amar. Ele deixa de se amar.

O risco da retenção aumenta ainda mais a sensação de fracasso do estudante.

Por isso, a família e os profissionais da educação que o acompanham precisam ser assertivos.

Precisam, juntos, darem foco para as dificuldades do aluno, evitando atacá-lo como preguiçoso, indisciplinado.

Esse é o momento em que muitos alunos se sentem fragilizados.

E eles precisam muito mais acreditar que são capazes do que alimentar esse estigma de serem fracassados, de sempre errar.

Então, é fundamental ressignificar este momento, como uma oportunidade de aprender, de rever aquilo que não foi compreendido, principalmente através de novas estratégias.

Nem tudo está perdido.

Ainda dá tempo de recuperar o baixo rendimento para não repetir de ano.

Formação global

Geralmente os colégios avaliam o aluno como um todo.

Então, mesmo que ele tenha dificuldade em uma disciplina, mas tenha condições em outras, o colégio avalia caso a caso.

E tem sempre um olhar especial para avaliar esse aluno no conjunto.

Reprovar nem sempre é a solução.

Entretanto, aprovar o estudante que não tem condições de prosseguir no ano seguinte é ainda pior.

Por isso, a comunicação com o professor é essencial.

O aluno, neste momento, precisa seguir o plano de estudos oferecido pela escola, comparecer em todos os momentos que a escola propicia.

Dicas para recuperação

– O aluno deve identificar quais são as dificuldades dele. Deve fazer essa análise com o auxílio do colégio e da família.

– Com base nas falhas que cometeu, é necessário traçar metas diárias, como criar o hábito de estudo.

– É preciso ter paciência e aumentar o ritmo gradualmente, para que o estudo se torne sustentável.

– Providenciar um local apropriado para estudar: longe da TV, sem celular – pra evitar distrações -, com boa luz, sentando-se com a coluna ereta.

– Os pais devem supervisionar o estudo. Incentivar e supervisionar se o aluno está de fato estudando.

– E não devem esperar o problema crescer para tomar as medidas necessárias.

Repetir de ano

Não é o momento de buscar culpados, mas de recuperar o que foi perdido.

E como a família pode ajudar neste momento?

Não só cobrando do aluno, mas supervisionando.

Fazendo uma parceria.

Checando se as tarefas foram realizadas, ajudando o aluno a entender quais são as suas dificuldades.

Outra questão muito importante é repensar as estratégias do ano seguinte.

Se o aluno apresentou muitas dificuldades ao longo deste ano letivo, evidentemente, essas falhas de aprendizagem vão aparecer no ano seguinte porque muitos conteúdos exigem pré-requisitos.

Dessa forma, algumas habilidades precisam ser desenvolvidas para que outras possam ser adquiridas.

Portanto, é necessário que a família e o aluno se reorganizem para o ano seguinte, para que se evite a repetição dos padrões que levaram ao risco da retenção.

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