Não passou no vestibular? Saiba como retomar e organizar os estudos para conquistar a aprovação

Não passou no vestibular? Saiba como retomar e organizar os estudos para conquistar a aprovação

Oficina do Estudante

02 de fevereiro de 2022 | 12h02

O primeiro passo para quem não foi aprovado no vestibular, antes de começar o cursinho, é fazer um diagnóstico das provas realizadas, identificando suas potencialidades e principalmente as deficiências. A análise é do diretor pedagógico do Curso Pré-Vestibular da Oficina do Estudante de Campinas (SP), Francisco Clóvis de Sousa Junior. A orientação para os candidatos envolve fazer uma lista de cada disciplina colocando nos temas o seu grau de proficiência dividido em três níveis: forte, médio e fraco. 

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“Esses dados serão usados para montagem da grade de estudos do vestibulando, pois reconhecendo as dificuldades será destinado um tempo maior de estudos para as disciplinas que ele precisa mais e um tempo menor para as que já tem domínio. Essa ideia visa que o candidato chegue na primeira fase com um conhecimento adequado em todas as disciplinas!”, esclarece.

De acordo com o educador, montar uma grade de estudos que faça o estudante olhar para todas as disciplinas em períodos determinados é fundamental. “O aluno que não tem uma programação para estudar, geralmente estuda o que mais precisa ou a disciplina que gosta mais. Para ir bem no vestibular é importante estudar todas as matérias com uma atenção maior para aquelas em que tem dificuldades e também para as disciplinas prioritárias do curso que pretende fazer”, enfatiza.  

Frisa ainda que uma boa organização favorece o candidato. Instruí que terem os materiais em ordem, fazer mapas conceituais e usar canetas com cores diferentes são técnicas que ajudam nos estudos.

“A dificuldade aumenta com a falta de organização!”, ressalta.

        Francisco Clóvis, da Oficina do Estudante, diz que “cursinho não é somente aula”

A ESCOLHA DO CURSINHO

O diretor pedagógico aconselha os vestibulandos que, na hora de escolherem um cursinho, devem levar em conta diversos fatores. São eles: professores, material didático, quantidade de simulados, estrutura física e apoio pedagógico. “Destaco o apoio pedagógico, porque ter uma equipe que acompanhe o aluno o ano todo, ajudando a montar a grade de estudos, fazendo a avaliação de desempenho nos simulados, levando as palestras motivacionais, orientando como estudar cada disciplina é um grande diferencial”, comenta.

No que diz respeito aos estudantes que concluíram a 3ª série do Ensino Médio em 2021, examina que, em decorrência da pandemia e das aulas remotas, é possível e natural que muitas lacunas tenham ficado na formação de alguns estudantes. Por isso, sugere que o candidato verifique se o cursinho oferece plantões de dúvida para todas as disciplinas, pois ter o suporte além das aulas é determinante para sanar as deficiências.

“Cursinho não é somente aula! É necessário verificar a quantidade de simulados que oferece, como é o trabalho com as redações, se há plantões de dúvida para todas as disciplinas, como atua a equipe de orientação”, salienta. 

VALE A PENA CONTINUAR TENTANDO!

Para o diretor pedagógico do Curso Pré-Vestibular da Oficina do Estudante de Campinas (SP), Francisco Clóvis de Sousa Junior, independentemente de como o estudante trilhou o seu passado e dos fatores que não resultaram em sua aprovação, vale muito a pena continuar tentando. Entende que o resultado desse processo trará um grande crescimento pessoal ao candidato, ao mesmo tempo que atende a uma necessidade coletiva, disponibilizando, no futuro, mais um profissional graduado para a sociedade. 

Contextualiza que, nos últimos dois anos, vivemos o pior momento da nossa história recente. “O isolamento social e fechamento das escolas teve muitas consequências na rotina dos estudantes e nesse cenário é normal um abatimento e desânimo para os estudos. Esse pode ter sido um dos fatores que dificultou a aprovação de muitos”, examina. 

Avalia que, nesse contexto, foi notório o quanto o desenvolvimento da ciência foi essencial para retornarmos a uma condição mais próxima da normalidade. Elogia a rapidez com que as vacinas foram desenvolvidas. Além das vacinas, afirma que vale destacar a grande demanda na evolução de recursos digitais abrindo uma considerável janela de oportunidades. “E não podemos desprezar os efeitos psicológicos que a pandemia trouxe colocando em evidência a carência por profissionais capacitados na área”, pontua. 

Agrega que, atualmente, há uma grande necessidade de profissionais em diferentes áreas, em especial na saúde (Medicina, Enfermagem, Psicologia) e nas Engenharias. Encerra dizendo ser importante que os estudantes tenham em mente esse cenário para buscar motivação de modo a continuar na luta para entrar na universidade.

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