Medicina da PUC-Campinas e da Unicamp entre as melhores

Medicina da PUC-Campinas e da Unicamp entre as melhores

Oficina do Estudante

02 Março 2018 | 11h54

Camilia Felicio entrou em medicina

Os cursos de medicina da PUC-Campinas e da Unicamp estão entre os melhores do Estado de São Paulo, segundo o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

A avaliação é do Exame Cremesp de 2017, que avaliou estudantes de ciências médicas de 32 instituições. E, como já tradição na Oficina do Estudante, o colégio aprovou centenas de calouros em ambas faculdades neste Vestibular 2018.

A aluna da Oficina, Camila Felício, é um dos aprovados em medicina, na PUC-Campinas. “Os professores são sensacionais. Eles nos dão não só a base de estudo, mas a base emocional também. Eles nos apoiam muito, e eu sou muito grata à Oficina”.

Públicas e Privadas

Como em anos anteriores, as escolas médicas paulistas privadas tiveram maior percentual de reprovação no Exame do Cremesp que os cursos públicos.

No entanto, houve aumento importante de aprovação em comparação ao Exame de 2016 entre os egressos das instituições privadas, passando de 33,7% para 56,8%.

Já entre os cursos de medicina públicos, 79,7% dos alunos foram aprovados, em 2017, também superando os resultados de 2016, com 62,2%.

De Campinas, só a PUC e a Unicamp participaram da prova. Entretanto, o Cremesp não divulga o desempenho de cada escola porque, segundo o Conselho, o objetivo não é fazer um ranking, mas melhorar o ensino na área médica.

Desde o início do Exame, há 13 anos, as escolas participantes recebem um relatório pormenorizado de desempenho de seus alunos por área de conhecimento – preservando-se a identidade dos mesmos – para que possam ter subsídios para corrigir falhas ou aprimorar os cursos avaliados.

Melhor

Resultados do Exame do Cremesp 2017 apontam que mais da metade dos recém-formados em escolas médicas do Estado de São Paulo foi aprovada na avaliação.

Nos últimos dez anos, é a primeira vez em que os resultados apontam mais de 60% de aprovação.

De um total de 2.636 egressos de cursos de Medicina que participaram do Exame, em 2017, 64,6% – ou 1.702 – acertaram mais de 60% das 120 questões da prova, porcentagem que o Conselho considera mínima para a aprovação. Os outros 35,4% – ou 934 participantes – acertaram menos de 60% das questões.

Em comparação ao Exame de 2016, houve melhora no desempenho dos novos médicos. O índice de aprovação deste ano foi 21% maior do que os 43,6% registrados em 2016.

Para Bráulio Luna Filho, 1º secretário do Cremesp e coordenador do Exame, a melhora pode estar relacionada à importância que a prova vem ganhando no Estado de São Paulo nos últimos anos.

A partir de 2015, a participação no Exame do Cremesp começou contar como critério para importantes programas de Residência Médica, concurso público e, ainda, para contratação de médicos no setor privado.

“Além disso, desde o início do Exame, há 13 anos, as escolas participantes recebem um relatório pormenorizado de desempenho de seus alunos por área de conhecimento – preservando-se a identidade dos mesmos – para que possam ter subsídios para corrigir falhas ou aprimorar os cursos avaliados”, analisou Luna Filho.

“Em 2017, tivemos pela primeira vez, um simulado para os participantes se familiarizarem previamente com o modelo de prova, o que também pode ter contribuído para o crescimento da aprovação”, completou.

Prova

Para ser aprovado, o candidato deveria responder corretamente a 72 questões, o que corresponde a um percentual de acertos de 60%. Os critérios e a metodologia foram os mesmos utilizados e validados nos exames anteriores.

Mercado de trabalho exige o Exame 

A partir de 2015, a participação no Exame do Cremesp passou a ser critério para acesso a importantes programas de Residência Médica (RM) e, também, para participação em concursos públicos nos âmbitos estadual e municipal.

Dentre as instituições que consideram o Exame do Cremesp como critério para contratação, estão os hospitais Albert Einstein, Sírio-Libanês e Oswaldo Cruz, integrantes da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp).

O Exame também passa a ser considerado para ingresso nos programas de Residência Médica na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Santa Casa de São Paulo, Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, entre outras.

Em 2017, o Exame do Cremesp ganhou a adesão do Hospital do Coração (HCor), que passará a considerá-lo entre os critérios de avaliação para Residência Médica.

Em todos os casos, a exigência é condicionada apenas à participação no Exame, independentemente da nota que o recém-formado tenha obtido na prova.

O Conselho não divulga, de forma alguma, nem aos empregadores e programas de RM, as notas dos participantes.

Erros

Participantes erraram respostas para questões básicas da Medicina Muitos dos recém-formados demonstraram não saber interpretar exames para diagnosticar e administrar a conduta terapêutica adequada a casos médicos básicos e problemas de saúde frequentes.

– 88% não souberam interpretar o resultado de um exame de mamografia e erraram a conduta terapêutica de uma paciente;

– 78% erraram o diagnóstico laboratorial de diabetes mellitus;

– 75% não conseguiram identificar conduta para paciente com hemorragia digestiva alta;

– 74% não souberam responder a pergunta sobre metabolismo dos carboidratos;

– 70% não acertaram a nutrição apropriada após quadro agudo de pancreatite;

– 60% demonstraram pouco conhecimento sobre doenças parasitárias (chagas, leishmaniose, esquistossomose), formas de veiculação e contaminação;

– 57% erraram a avaliação para paciente com alteração da válvula aórtica sintomática;

– 54% não conseguiram avaliar o comportamento da freqüência cardíaca e da pressão arterial durante a gravidez;

– 50% não souberam respeitar a autonomia do paciente;

– 40% não souberam fazer a suspeita de uma apendicite aguda.