Filha de pesquisador da Unicamp sonha estudar Medicina na universidade em que o pai trabalha

Filha de pesquisador da Unicamp sonha estudar Medicina na universidade em que o pai trabalha

Oficina do Estudante

05 de novembro de 2021 | 12h08

                              Helena Carlesso Franchi quer cursar Medicina na Unicamp

Tendo crescido acompanhando a rotina do pai, pesquisador da área de Ciências Farmacêuticas na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), considerado seu herói e principal fonte de inspiração, Helena Carlesso Franchi, estudante da Turma de Medicina do Curso Pré-Vestibular da Oficina do Estudante de Campinas (SP), de 17 anos, diz que o desejo de estudar na universidade, a qual frequenta desde que nasceu, desabrochou naturalmente.

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A jovem comenta que ainda criança foi inserida na realidade de um pesquisador na Unicamp. Pelo ramo em que o pai atua, recorda que ele a mantinha entretida explicando, entre outros, “o funcionamento dos cultivos de células cancerígenas, as formas de administrar um processo científico e falava também sobre diversos assuntos da fisiologia humana. Tudo, a partir de uma didática simples e isso me engajava mais pelo saber da área de Ciências Médicas.”

Relata que, com o passar dos anos, desenvolveu amizade com os colegas do pai, pesquisadores e doutores. Alguns deles, pontua, expunham seus projetos científicos e ela vivenciava, deste modo, a atmosfera de um laboratório. Outros, contavam acerca dos estudos que estava participando.

“Eu me sinto completamente única por ter presenciado uma época na qual as pesquisas em universidades eram muito mais valorizadas que hoje”, enfatiza.

“Eu quero estudar na Unicamp porque desde a minha infância eu sabia que aquele ambiente me fazia bem. Eu era bem-vinda a questionar, conversar e aprender, mesmo sendo apenas uma criança curiosa.”

A escolha pela Medicina

Helena recorda que sua brincadeira favorita, na infância, era simular ser uma cirurgiã. Diz que a preferência evoluiu naturalmente, a fazendo optar pelo curso de Medicina. Ressalta que o pai sempre trazia luvas, jalecos, pipetas e outros acessórios para ela. “O que não faltava era admiração pelas Ciências Médicas. Já tive contato com diversos médicos, amigos do meu pai, e eles me cativaram de um modo inesquecível com suas histórias, relatando momentos únicos em suas carreiras. Eu quero poder viver essas experiências e histórias um dia”, enfatiza.

A estudante completa que ser aprovada significa subir mais um degrau na escada de sonhos que tem para realizar.

Preparação para o vestibular

Helena se autoanalisa como extremamente organizada e perfeccionista. Garante que a rotina de estudos não foge dessas características.

“O meu dia funciona como um quebra-cabeças, com horários excessivamente bem-pensados, de modo a garantir boa produtividade e viabilizar o estudo da gama necessária de conteúdos que o vestibular para Medicina demanda. Aprendi a conhecer os meus limites. Acho vazia a pergunta sobre quantas horas estou estudando e a detesto. Quantidade não é qualidade. Um dia produtivo é quando eu sei administrar e equilibrar o que meu corpo me diz. Quando estou cansada demais, saio imediatamente da frente do livro. Quando estou bem, continuo. Quem quer fazer Medicina tem que entender que passar na universidade dos seus sonhos não depende só dos seus estudos, mas também da sua saúde mental.”

                          Helena recorda que brincava de ser cirurgiã na infância 

Ajuda da família e expectativa

Segundo Helena, os pais ajudam muito. “Além deles terem condições de me proporcionar um bom cursinho, me apoiaram muito emocionalmente na minha jornada até agora. Todo final de simulado meu pai fala que está orgulhoso de mim e destaca que a minha pontuação cresce cada vez mais. Isso não tem preço! Pode parecer pouco, mas ajuda demais ouvir essas palavras depois de um dia exaustivo”, comenta.

Acerca da 1ª fase, espera “uma prova rica em textos e gráficos que permitam a interpretação do aluno diante dos acontecimentos mundiais. Uma prova rica em atualidades contextualizadas para as matérias do Ensino Médio. Apesar de a prova do ano passado ter sido muito extensa e exigente, eu penso que com algumas adaptações, a deste ano, estará mais próxima das edições anteriores à pandemia.

Turma de Medicina

Diretor pedagógico do Curso Pré-Vestibular da Oficina do Estudante, Daniel Cecílio explica que, para vestibulandos como Helena, que desejam o curso de Medicina, foi criada uma turma direcionada, devido ao nível de exigência para ser aprovado. Completa que essa turma possui alguns diferenciais das demais, fundamentais para que esses alunos alcancem seus sonhos.

O educador detalha que a Turma de Medicina tem uma equipe de plantões exclusiva, simulados direcionados e maior número de aulas. “Essas aulas extras são de aprofundamento em Matemática, Física, Química, Biologia e Geografia, que permitirão que os alunos enxerguem além e tenham condições de gabaritar as questões mais difíceis, especialmente nas matérias que terão maior peso nas segundas fases dos vestibulares”, esclarece.

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