Enem: Oficina do Estudante analisa a prova do 2º dia e edição 2021

Enem: Oficina do Estudante analisa a prova do 2º dia e edição 2021

Oficina do Estudante

29 de novembro de 2021 | 16h04

Integrantes da equipe pedagógica do Curso Pré-Vestibular da Oficina do Estudante de Campinas (SP) analisaram a prova do 2º dia do Enem 2021 aplicada no último domingo (28).

Fazendo um balanço geral do Enem 2021, considerando os dois dias de prova, Daniel Cecílio, diretor pedagógico do Curso Pré-Vestibular da Oficina do Estudante de Campinas (SP), examinou que a edição deste ano seguiu o padrão do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com provas conteudistas, que abordaram questões sociais. “Especialmente no 1º dia”, destacou, quando os candidatos responderam a 45 questões de linguagens; 45 questões de ciências humanas (que inclui história, geografia, filosofia, e sociologia); e a redação, que teve como tema “‘Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil”.

Completou que, no 2º dia, os candidatos se depararam com uma prova (45 questões de matemática e 45 de ciências da natureza) mais tradicional ainda e árdua em relação aos cálculos. “O candidato que se preparou fazendo provas dos anos anteriores, não teve grandes surpresas”, concluiu.

Avaliação geral – 2º Dia
Por Daniel Cecílio, diretor pedagógico

“Nossa equipe de professores não considerou que houve questões polêmicas. Mas, algumas questões valem destaque, seja por nível de dificuldade ou por serem conteúdos diferentes do que o Enem costuma cobrar. De uma forma geral, a prova teve temas abrangentes e nível mediano. O que chamou a atenção também foi que a prova não foi atualizada e contextualizada com assuntos relacionados a vacinação, pandemia ou saúde. O Enem ignorou o momento atual que estamos atravessando. Não houve também citações classificadas como ‘pop’, diferente do que encontramos em 2020 com a citação do MC Fioti. Pra fechar, foi uma prova estilo Enem, com nível mediano que privilegiou o candidato bem preparado.”

 

Matemática
Por 
Mário Fernandes, professor de Matemática 

“A prova exigiu bastante cuidado na leitura e interpretação dos dados, gráficos e tabelas. Alguns conceitos tradicionais apareceram como estatística básica, probabilidade, análise combinatória, razão e proporção, áreas e volumes. Destaque para questões de conceito menos tradicionais, como volume de tronco de cone e lei de formação de funções trigonométricas. Duas questões chamaram nossa atenção: a primeira o cálculo de um volume de tronco de cone, algo raro de aparecer, e uma de determinação de expressão de uma função trigonométrica dado o gráfico da função. Não houve nenhum tema popular na prova, apenas contextos diversos e tradicionais como consumo médio.

“A prova foi equilibrada dentre os três níveis de dificuldades trabalhados pela Teoria de Resposta ao Item (TRI)”, avaliou Fernandes 

Biologia
Por Fábio Vilar de Menezes, professor de Biologia 

“Praticamente todos os temas de Biologia foram contemplados com um nível de dificuldade mediano. As ausências observadas estão relacionadas aos temas da atualidade, como questões sobre o COVID-19, pandemia ou vacina. Uma questão que chamou a atenção da nossa banca foi a 118, da prova Rosa, que aborda a Ebola e Dengue ao discutir a adaptação à condição de parasita.”

Física
Por Arnaldo Bom Nobre, professor de Física 

“Uma prova exigente em termos de conteúdo sendo necessária a realização de várias operações numéricas (contas) e análises lógicas das questões. A questão 108, da prova Rosa, foi uma questão mal formulada de gravitação. Por isso, mereceu um destaque negativo. Já a questão 103 (lançamento oblíquo) mereceu destaque pelo seu grau de dificuldade. A questão 134, cujo assunto foi dipolo, chamou atenção por ser um assunto não usual no Enem, enquanto as questões 92 e 112, ambas sobre propagação de calor, mereceram destaque por serem assuntos muitos específicos. Nossa banca de física encontrou 4 questões fáceis, 7 médias e 3 difíceis. Portanto, avaliamos a prova, em geral, como de nível médio.”

“Não houve assuntos relacionados à pandemia e à vacinação”, criticou Bom Nobre. 

Química
Por Marcos César Formis

“A prova de química foi bastante abrangente como normalmente acontece no ENEM e abordou muitos tópicos normalmente trabalhados em sala de aula, portanto, os alunos não encontraram grande dificuldade para resolução das questões. A questão 117, da prova Rosa, mereceu um destaque pela nossa banca de química. Pois, aborda eletroquímica, associação em série aplicada a equipamentos eletrônicos do dia a dia. Portanto, uma questão contextualizada para os alunos. Estranhamente, não caiu nenhuma questão relacionada a pandemia e vacinação. A prova foi considerada de nível médio, com questões diretas e clássicas, como reações orgânicas, eletroquímica e cálculo estequiométrico. Apenas um destaque para a quantidade de questões de química orgânica acima do normalmente cobrado no ENEM.”

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