Dia do Professor: como ser um bom professor e fonte de inspiração para os alunos?

Dia do Professor: como ser um bom professor e fonte de inspiração para os alunos?

Oficina do Estudante

15 de outubro de 2021 | 14h21

Um bom professor não deve se restringir a ensinar somente o conteúdo das disciplinas, mas também, por sua experiência, transmitir fundamentos valiosos sobre a vida, despertando uma visão crítica acerca do mundo nas crianças e adolescentes, de modo a auxiliá-los em seu crescimento pessoal e em sociedade. Com esse engajamento, são muitos os adjetivos para classificar a importância e o papel dos educadores na história de seus estudantes, que os veem como fontes de inspiração. O conceito é de um grupo de alunos da Oficina do Estudante de Campinas (SP), instituição de ensino com quatro unidades – Barão Geraldo, Brasil, Paineiras e Taquaral – de Colégio e Curso Pré-Vestibular.

                                            Na imagem, a estudante Clara Eduarda Ludwig Costa

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Bárbara Geovanna Farias Damião, aluna do Pré-Vestibular de 16 anos, analisa como fundamental as discussões propostas pelos professores, durante as aulas, sobre igualdade, equidade, empoderamento, identidade racial e de gênero, entre outras. Por esta razão, diz que os docentes são a chave do seu aprendizado, catalisadores que tornam o entendimento do conteúdo mais fácil e rápido – pontos fundamentais para quem almeja ir bem no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), nos vestibulares mais concorridos e, consequentemente, ingressar em uma boa universidade.

Nesse contexto, elogia que os professores incentivam sua busca pelo conhecimento. “Eles me ajudam sempre que estou confusa e desamparada dando apoio emocional e conselhos não só sobre os estudos, mas sobre a vida”.

                                       Na imagem, a estudante Bárbara Geovanna Farias Damião

Clara Eduarda Ludwig Costa, estudante do 3º ano do Ensino Médio de 17 anos, reforça que o suporte recebido se assemelha ao de um familiar. Acerca de aprender mais do que o conteúdo inserido no material didático, diz que, ao chegar na escola, “não imaginava que aprenderia a parar um incêndio gerado por um botijão de gás, nem a repor um solo de plantação ou a descobrir qual pedra é qual nas suas camadas”. “Além de como ser paciente, organizar meus estudos e ficar bem apesar de toda a pressão dos vestibulares”, completa.

Giovanna Cantuária Benedito, de 16 anos, matriculada no 2º ano do Ensino Médio, examina que os bons educadores reúnem entre suas qualidades o dom da compreensão e disposição para ensinar. “É em vão alguém, mesmo que tenha muito conhecimento do assunto, ir ensinar o outro sem compreendê-lo e sem paciência para educar. A aprendizagem é um processo que demanda esforço dos dois lados”, opina. Bárbara classifica como essencial “ter uma dinâmica em sala de aula que desperte a atenção do estudante e ainda saber se adaptar a situações diversas”.

Para Júlia Reis Carmo, de 10 anos, que está no 4º ano do Ensino Fundamental I, os educadores são “espetaculares” e já se transformaram em seus amigos, devido a serem carinhosos e brincalhões. Com espontaneidade, a pequena externa que “um bom professor precisa ser bacana e explicar as coisas de um jeito divertido”.

“É certo que eles desenvolveram importância na minha vida adiante das aulas. A convivência diária e a cumplicidade criaram um vínculo muito grande de amizade e parceria entre nós e os professores. A alegria e ânimo que eles nos trazem em cada aula é, com certeza, um dos aspectos que me ajuda e me motiva a estudar. Cada sorriso que recebo deles me sinto preparada para continuar”, acrescenta Giovana.

                                             Na imagem, a estudante Júlia Reis Carmo

Pandemia 

A sinergia com os professores fez a falta do encontro presencial diário ser ainda mais sentido durante a pandemia da Covid-19. Júlia diz que estranhou no começo, pelo fato de não poder vê-los, ao mesmo tempo que não compreendia ao certo tudo o que estava acontecendo.

Clara revela que, apesar da quarentena ter impossibilitado o contato de um abraço e dificultado as brincadeiras antes das aulas, seus professores, em nenhum momento, deixaram de se esforçar para manter os estudantes concentrados e motivados. Recorda que, em algumas das primeiras aulas da pandemia, os professores davam bom dia com músicas, planos de fundos diferentes. “Posso dizer com toda a certeza que eles sabem se adaptar”. “Eles sabem a dificuldade do aluno só pelo olhar e isso fez muita falta no período remoto”, pondera Bárbara. No entanto, concorda que os docentes souberam se reinventar e venceram as barreiras necessárias para manter a qualidade do ensino.

                                       Na imagem, a estudante Giovanna Cantuária Benedito

“De fato, foi muito difícil ficar longe dos professores, tanto pelo aprendizado quanto pela falta do contato e interação que costumávamos ter. Meu vínculo com os professores, entretanto, aumentou. Isso aconteceu, a partir de um combo de esforço mútuo e muita compreensão de ambas as partes, o que também auxiliou na minha adaptação às condições desse momento difícil. Todas as conversas durante as aulas, mesmo que on-line, foram uma enorme ajuda”, encerra Giovana.

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